Violência Doméstica

Cerca 1.100 mulheres foram atendidas em 2017 na rede de apoio às vítimas de violência doméstica

Cerca de 850 mulheres foram recolhidas em casas Abrigo que são a última solução de atuação das autoridades competentes perante casos de violência doméstica.

O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo conclui que hoje as pessoas entram mais facilmente em contacto com entidades responsáveis e dão a cara ao problema com mais facilidade

ANDRÉ PEREIRA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade revelou esta quinta-feira, em Moncorvo, distrito de Bragança, que em 2017 mais de 1.100 mulheres foram atendidas na rede nacional de apoio às vítimas de violência doméstica.

Trata-se de um número muito significativo, para já é o que temos disponível, porque ainda faltam apurar dados relativamente ao ano de 2018. Estas mulheres procuram ajuda nos gabinetes de apoio às vítimas de violência doméstica, nomeadamente nas respostas de atendimento, que são a primeira linha de informação perante estes casos”, disse Rosa Monteiro

A secretária de Estado adiantou que cerca de 850 mulheres foram recolhidas em casas Abrigo que são a última solução de atuação das autoridades competentes perante casos de violência doméstica.

“Temos estado a fazer um trabalho em que o principal objetivo é cobrir a maior área do território nacional com estas medidas, para que regiões do interior tenham, igualmente, este tipo de respostas e atendimento. Por vezes, as mulheres têm mais dificuldade em recorrer a centros urbanos de maior dimensão, onde estes serviços de apoio às vítimas de violência doméstica foram primeiramente criados”, vincou a governante.

A secretaria de Estado para a Cidadania e Igualdade deixou claro que é preciso ter uma lógica de parceria que envolva as autarquias, para assim se criarem redes territoriais para haver uma maior articulação entre as partes envolvidas no processo de ajuda.

“Esta é uma área que não se pode trabalhar com mero voluntarismo, porque exige conhecimento dos enquadramentos legais, das respostas existentes e daquilo que é dimensão sociológica e psicológica, deste crime [publico], que é a violência doméstica”, frisou Rosa Monteiro.

A governante falava à margem da assinatura de um protocolo entre a Comissão para a Igualdade de Género e o município de Torre de Moncorvo e da inauguração do Núcleo Intermunicipal em Vítimas de Doméstica e de Género, que hoje decorreu naquela vila transmontana. O protocolo visa a promoção, execução, monitorização, e avaliação para a territorialização da Estratega Nacional para a Igualdade e a Não Discriminação 2018-2010.

O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves, adiantou que todo o trabalho que não se vê e foi essencial para chegar a um gabinete de apoio às vítimas de violência doméstica começou há cerca de dois anos e abrange para além deste concelho, os municípios vizinhos de Alfândega da Fé e Carrazeda de Ansiães.

Esta equipa de acompanhamento estalada no Núcleo Intermunicipal, e apesar da matéria ser sigilosa, já atendeu 38 casos em que as vítimas não são mulheres, também há alguns homens nestas circunstâncias”, disse o autarca

Nuno Gonçalves disse que os números são preocupantes, porque até à entrada em funcionamento deste serviço de acompanhamentos às vítimas de violência doméstica, estavam escondidos. “Não sabemos se o número de vítimas aumentou ou diminuiu, o que é certo é que hoje as pessoas entram mais facilmente em contacto com entidades responsáveis e dão a cara ao problema com mais facilidade“, concluiu.

Rosa Monteiro, participa na sexta-feira, em Alfandega da Fé, num seminário dirigido aos agentes da justiça e de outras áreas que lidam com a problemática são o público-alvo do seminário “Violência Doméstica: O fenómeno para lá das quatro paredes”.

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