Hospitais

Dois pisos do Hospital do Funchal de quarentena devido a infeção por bactéria

Decorre neste período o rastreio dos utentes internados nos três serviços, num total de 58 doentes. Serviço de Saúde da Madeira garante que segurança dos profissionais e visitantes está salvaguardada.

Uma paciente com patologia crónica imunodeprimida esteve internada nos serviços de Ortopedia e de Nefrologia, nos pisos 8.º e 6.º, que, entretanto, foram contaminados

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Dois pisos do Hospital Central do Funchal estão parcialmente isolados e de quarentena devido a uma bactéria identificada numa doente com patologia crónica imunodeprimida, informou esta quinta-feira o Serviço de Saúde da Madeira (SESARAM).

A paciente esteve internada nos serviços de Ortopedia e de Nefrologia, nos pisos 8.º (poente) e 6.º (nascente), que, entretanto, foram contaminados. “Após o diagnóstico desta situação, foram tomadas as medidas de isolamento/quarentena nos serviços existentes nesses pisos (Ortopedia, Nefrologia e Urologia)”, indica o SESARAM em comunicado, depois de o Diário de Notícias da Madeira ter divulgado o caso.

A autoridade de saúde realça que durante este período decorre o rastreio de todos os utentes internados nos três serviços, num total de 58 doentes. A bactéria é a Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC) e a doente portadora tem historial de internamento prolongado em diferentes unidades hospitalares fora da Região Autónoma da Madeira.

“Assim, foi decidido não haver novas admissões de doentes nos pisos em causa e estão a ser implementadas as medidas de segurança e controlo de infeção, de forma a minimizar os efeitos junto dos utentes internados e dos profissionais”, refere o comunicado.

O SESARAM indica, por outro lado, que de acordo com as medidas de segurança recomendadas, as visitas estarão limitadas a um visitante por doente, com um período de permanência máximo de 30 minutos. “A segurança dos profissionais e visitantes está salvaguardada através do cumprimento das medidas de proteção estipuladas”, adianta o comunicado, vincando que nos últimos anos aconteceram “vários casos” de KPC no país. O SESARAM até ao momento nunca tinha registado uma bactéria desta estirpe.

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