O Ioniq Electric foi o primeiro modelo a bateria da Hyundai, mas embora exibisse um bom desempenho, a sua bateria com uma capacidade de apenas 28 kWh limitava-lhe demasiado a autonomia. Especialmente numa fase em que os Renault Zoe e Nissan Leaf já ofereciam 41 e 40 kWh, respectivamente.

Agora que passou a disponibilizar o Kauai Electric, com dois tipos de acumuladores, o mais pequeno com 39,2 kWh e o maior com 64 kWh, a Hyundai decidiu que o Ioniq estava desfasado da realidade, pelo que tratou de actualizá-lo. Entre outras melhorias, incrementando a capacidade da bateria em cerca de 10 kWh.

Segundo o site “going electric”, a marca sul-coreana vai trocar a bateria de 28 kWh, que lhe permite anunciar no antigo NEDC uma autonomia de 250 km, por outra de 38,3 kWh, que atira a distância que pode percorrer entre recargas para 375 km. Um valor similar ao que o Nissan Leaf com bateria de 40 kWh anuncia (370 km) e ligeiramente inferior ao do Zoe com capacidade similar (400 km).

Se considerarmos os valores de autonomia no mais realista WLTP, a autonomia deverá cair para cerca de 270 km, como acontece com o Leaf. Este incremento da bateria não deverá limitar o espaço interior, no habitáculo ou na mala, pois também a Renault e a Nissan conseguiram evoluir de 30 para 40 kWh apenas com a eficácia das células e a respectiva rearrumação.