Cancro

Estudo desvenda possível explicação para cancro do sangue raro em crianças

A equipa do Instituto Gulbenkian de Ciência revela que a doença pode surgir devido ao prolongamento de determinadas células no timo, glândula situada sobre o coração.

A equipa do Instituto Gulbenkian de Ciência testou em ratinhos diversos "fatores genéticos" associados à formação dos linfócitos T

CHRISTIAN CHARISIUS/EPA

Um tipo de cancro do sangue raro, que afeta sobretudo crianças, pode surgir devido ao prolongamento de determinadas células no timo, conclui um estudo feito em ratinhos pelo Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), divulgado esta sexta-feira.

O cancro em causa chama-se leucemia linfoblástica aguda das células T, que aparece a partir das células precursoras (células indiferenciadas) que produzem as células T (também chamadas linfócitos T, um tipo de glóbulos brancos que protege o organismo).

Segundo um comunicado do IGC, o estudo revelou que este tipo de leucemia “pode emergir como consequência de prolongar a permanência das células precursoras” no timo, uma glândula situada sobre o coração que é responsável pelo desenvolvimento e a seleção de linfócitos T.

Os resultados da investigação, conduzida pela cientista do IGC Vera Martins, foram publicados na revista da especialidade The Journal of Immunology.

O IGC explica que, durante o processo de desenvolvimento dos linfócitos T, essenciais para combater infeções e prevenir o cancro, “há células precursoras que vêm da medula óssea e entram no timo para se desenvolver e aprender a proteger o organismo”.

“Neste processo, o timo tem uma ‘linha de montagem’ onde muitas destas células iniciam a sua formação, mas são descartadas se não funcionarem bem”, adianta o comunicado.

O trabalho liderado por Vera Martins concluiu que se “houver um problema” com as células precursoras, o timo “consegue manter sozinho a sua ‘linha de montagem’ durante algum tempo” e que esta função “está associada a um risco elevado de desenvolvimento de leucemia linfoblástica aguda das células T”.

A equipa do IGC testou em ratinhos diversos “fatores genéticos” associados à formação dos linfócitos T.

“Em todas as condições [genéticas] testadas havia uma incidência de cerca de 80%” de leucemia linfoblástica aguda das células T, assinala o Instituto Gulbenkian de Ciência.

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