Os dez militares guineense detidos em dezembro de 2017 por suspeita de tentativa de assassínio do chefe das Forças Armadas da Guiné-Bissau foram ilibados e libertados, disse esta sexta-feira o seu advogado, Ricardino Nancassa.

Segundo o advogado, a sua libertação ocorreu por ordem do Supremo Tribunal de Justiça, que mandou arquivar o processo.

Os dez militares encontravam-se detidos desde 16 de dezembro de 2017, depois de terem sido denunciados pelo próprio Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, Biague Na Ntan, que os acusou de estarem a preparar planos para o assassinar.

O advogado, Ricardino Nancassa, disse que o Supremo Tribunal de Justiça deu provimento ao requerimento de ‘habeas corpus’ e ordenou “a imediata restituição à liberdade” dos dez militares e ainda mandou arquivar “definitivamente o processo”.

“Significa que este processo não voltará a andar nunca mais. Podemos falar de um final feliz deste caso”, afirmou Nancassa.

O advogado disse estar a ponderar, em concertação com aqueles que considera terem sido “vítimas de prisão ilegal” durante 13 meses, qual a melhor forma de pedir indemnizações ao Estado guineense.

Em nome dos ex-detidos, o major Buota N’yete defendeu ser necessário que se faça justiça agora que ficou provado a sua inocência perante as acusações de que eram alvos. “Ficámos 13 meses presos, a nossa família ficou com vergonha, por uma coisa que não fizemos”, observou Buota N’yete.

Além de N’yete, estiveram envolvidos no caso Maurício Félix, Aribi Nfodi, Joaquim Sia, Bifere Obna Mana, Albino Sanha, Adulai Baldé, Madja Bodjam, Cufete Manga e Fugna Mbana.