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NATO

NATO e Rússia “em desacordo” sobre mísseis

Os Aliados e Rússia continuam em desacordo sobre a Ucrânia e o tratado de Forças Nucleares. O secretário-geral da Aliança Atlântica expressa que "é importante dialogarmos".

"Não queremos uma nova guerra fria e uma corrida ao armamento", disse Jens Stoltenberg, secretário-geral da Aliança Atlântica

STEPHANIE LECOCQ/EPA

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  • Agência Lusa
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O secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, afirmou esta sexta-feira no final de um Conselho NATO-Rússia, em Bruxelas, que os Aliados e Moscovo continuam “fundamentalmente em desacordo” relativamente ao tratado sobre as armas nucleares de alcance intermédio.

“Tivemos uma reunião Produtiva e profissional, na qual discutimos dois importantes temas, a Ucrânia e o tratado sobre Forças Nucleares de Alcance Intermédio. Em ambas as questões, os Aliados e a Rússia estão fundamentalmente em desacordo. Mas é exatamente por isso que é importante dialogarmos”, afirmou Stoltenberg na conferência de imprensa que se seguiu à reunião NATO-Rússia, “a primeira este ano e a nona desde 2016”, assinalou.

Relativamente ao desenvolvimento de mísseis de cruzeiro de médio alcance por Moscovo — que levou os Estados Unidos a anunciar em outubro de 2018 que iria retirar-se do tratado de não-proliferação nuclear, o secretário-geral da Aliança admitiu que “não se registou qualquer progresso real”, pois a Rússia, que esteve representada pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Ryabkov, “não mostrou qualquer vontade de alterar a sua posição”.

“Mas a Rússia ainda tem tempo de respeitar as obrigações do tratado”, disse, reafirmando que a NATO vai prosseguir o diálogo com Moscovo, ainda na esperança de que seja encontrada uma solução antes que Washington consume a saída dos Estados Unidos do Tratado (que o secretário-geral insiste que é legítima, face à violação do mesmo por uma das partes signatárias).

“Acredito firmemente que quando a tensão é elevada e há diferenças grandes, é importante reunirmo-nos e falar sobre essas questões. Embora não as tenhamos resolvido, é importante falar sobre eles, pelo que foi uma reunião útil. Devemos prosseguir o diálogo com a Rússia, pois é a única forma de lidar com estas questões”, disse.

Questionado sobre o que farão os Aliados no caso de a Rússia não suspender o seu programa de desenvolvimento de novos mísseis de médio alcance, Stoltenberg disse que é “muito prematuro saber o que a NATO vai fazer se a Rússia continuar a violar o tratado e este deixar de estar em vigor”, mas garantiu que o último cenário desejado é o de uma escalada na corrida a armas nucleares.

“Não queremos uma nova guerra fria e uma corrida ao armamento. Não vamos replicar o que a Rússia faz. Não vai ser míssil por míssil”, asseverou.

Em outubro último, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que os EUA iriam retirar-se do tratado sobre Forças Nucleares de Alcance Intermédio – concluído com a antiga União Soviética durante a Guerra Fria, em 1987 -, acusando Moscovo de violar o acordo “há muitos anos”.

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