Alguns dos principais sindicatos da CGTP venderam as suas sedes históricas nos últimos dois anos no âmbito de uma reforma administrativa e financeira. Segundo avança o semanário Expresso (edição fechada), a CGTP encaixou 10, 3 milhões de euros com a venda de cinco edifícios em Lisboa, que não incluem a sede nacional do Chiado, considerada inegociável pela central sindical. Os dirigentes da CGTP admitiram ao Expresso que estes foram “bons negócios” e não negaram que beneficiaram da especulação imobiliária que se regista na cidade. Revelaram ainda que a alienação destes edifícios faz parte de uma estratégia de redução de custos.

Os quatro prédios vendidos localizam-se todos em Lisboa, segundo detalhou o Expresso:

  • Dois edifícios na zona do Rossio foram vendidos por 4 milhões de euros para a construção de 29 apartamentos para turismo. Eram ali as sedes dos sindicatos da Hotelaria do Sul e da indústria de alimentação, bebidas e tabaco.
  • Um prédio de cinco andares na zona da Estefânia foram vendidos por 2 milhões de euros que também será direcionado para habitação. Era ali a sede do sindicato dos trabalhados dos Escritórios, Comércio e Serviços.
  • Um prédio na Baixa de Lisboa foi vendido por 2,3 milhões de euros que será convertido a aparthotel por um grupo francês. Era ali a sede da federação dos sindicatos das indústrias e da federação da construção civil, da indústria vidreira e da cerâmica.
  • Uma prédio na Avenida António José de Almeida foi vendido por 2 milhões de euros. Era ali a ederação dos sindicatos dos transportes e comunicações.

CGTP prepara sucessão de Arménio Carlos

Entretanto, também segundo o semanário Expresso, a CGTP já prepara a sucessão do secretário-geral Arménio Carlos. O atual líder da CGTP terá de abandonar o cargo em fevereiro de 2019 porque atinge o limite de idade. O último Conselho Nacional da CGTP reuniu-se na Foz do Arelho no último fim de semana, onde já se começou a preparar a liderança.

A sucessão de Arménio Carlos, segundo o semanário, poderá passar por uma secretária-geral ou por um coletivo dirigente. Há vários dirigentes históricos de saída, não tendo ainda sido apontado nenhum nome em específico para o lugar de Arménio Carlos.

Arménio Carlos lidera a CGTP desde janeiro de 2012, altura em que Carvalho da Silva saiu da liderança da central sindical ao fim de 25 anos (foi secretário-geral entre 1986 e 2011).