O ministro do Ambiente brasileiro, Ricardo Salles, afirmou este sábado à imprensa que a companhia mineira Vale vai ser multada em 250 milhões de reais (cerca de 58 milhões de euros) devido à rutura na barragem de Brumadinho.

A coima será aplicada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), entidade pertencente ao Ministério do Ambiente, e é referente apenas aos impactos ambientais e na saúde das pessoas afetadas.

Há quase três anos, no rompimento da barragem de Mariana, naquele que é considerado o maior desastre ambiental do país, as multas aplicadas pelo Ibama à empresa mineira Samarco totalizaram 345 milhões de reais (80 milhões de euros).

Pelo menos nove pessoas morreram e entre 200 e 300 estão desaparecidas na sequência da rutura de uma barragem em Brumadinho, Minas Gerais, no Brasil, anunciaram as autoridades.

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A rutura da barragem causou um rio de lama e de resíduos minerais, soterrando as instalações da empresa e destruindo diversas casas na zona.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, já considerou ser muito difícil resgatar pessoas com vida dos escombros.

“A polícia, o corpo de bombeiros e os militares fizeram tudo para salvar os possíveis sobreviventes, mas sabemos que as hipóteses são mínimas e provavelmente apenas encontraremos os corpos”, disse o governador, que se deslocou para o local.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MBA) considerou que a rutura da barragem em Brumadinho era uma “tragédia anunciada”, referindo que já tinha efetuado diversos alertas.

A organização não governamental salientou que, desde 2015, quando ocorreu uma tragédia semelhante na cidade de Mariana, também no estado de Minas Gerais, que tem vindo a alertar para os riscos na mina em que ocorreu o acidente na barragem e cuja ampliação foi aprovada apesar das advertências.