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Petróleo

Petroleiro venezuelano retido no Tejo há um ano e meio com tripulação a bordo

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Um petroleiro está arrestado no Tejo desde julho de 2017 e tem 16 tripulantes a bordo. O navio serve uma empresa da outrora poderosa petrolífera venezuelana PDVSA que deixou dívidas em Portugal.

O petroleiro venezuelano "Rio Arauca" foi arrestado assim que entrou no rio Tejo, por ordem do Tribunal Marítimo

SIC

Há mais de um ano e meio que um petroleiro venezuelano, do grupo Petróleos da Venezuela, está retido no rio Tejo com 16 pessoas a bordo. O navio “Rio Arauca” está arrestado entre o Terreiro do Paço e Santa Apolónia desde julho de 2017, tendo chegado a Lisboa com 26 tripulantes, segundo uma investigação avançada pela SIC no Jornal da Noite desta segunda-feira. Já em novembro de 2018, o caso do petroleiro tinha sido noticiado em primeira mão pelo Diário de Notícias.

O petroleiro está ao serviço da empresa PDV Marina, uma empresa que pertence à petrolífera estatal venezuelana que caiu com a crise do petróleo e deixou dívidas para trás. Tais foram as dívidas e os pagamentos que ficaram pendentes que a empresa teve de contratar a BSM Chipre, que agora é responsável por pagar os salários à tripulação a bordo e por lhe fornecer alimentos.

Os membros da atual tripulação são originários de seis países, sendo eles substituídos de nove meses em nove meses, em média. Nenhum elemento da tripulação pode sair do navio, sendo que os alimentos e outros produtos do dia-a-dia têm de ser transportados diretamente para a embarcação.

À Administração do Porto de Lisboa, o petroleiro tinha uma dívida de 3,2 milhões de euros, sendo que desse valor ainda falta pagar 1,7 milhões. A aproximação entre Portugal e a Venezuela ganhou ímpeto no Governo de José Sócrates, numa altura em que foram assinados dezenas de acordos para a recuperação de navios com a PDVSA. A empresa, por sua vez, é uma das principais credoras do Grupo Espírito Santo.

O “Rio Arauca” foi arrestado assim que entrou no rio Tejo, por ordem do Tribunal Marítimo, sendo esperado que o navio não comprometa a segurança de nenhuma infraestrutura ali perto; nem mesmo da Ponte 25 de Abril. A Administração do Porto de Lisboa garante que tal perigo não se verifica, sendo que este não é um caso único de arresto de navios: há mais dois petroleiros parados em Lisboa desde 2017.

O petróleo é uma das principais fontes de receita da Venezuela. O arresto deste navio petroleiro espelha, assim, o estado de um país em queda económica e social, cujo Estado depende quase exclusivamente das receitas do petróleo para sobreviver.

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