Passadeira Vermelha

SAG Awards: de Lady Gaga a Glenn Close, a competição vestiu-se de branco

"Black Panther" destacou-se como Melhor Filme nos prémios atribuídos pela Screen Actors Guild, mas foi o branco que marcou a "red carpet". Gaga continua a somar pontos, mais do que estatuetas.

Pelo que tem mostrado ao longo da temporada de passadeiras vermelhas, Lady Gaga está no bom caminho. Das silhuetas mais clássicas aos exageros facilmente admitidos a uma estrela de Hollywood vinda do universo da pop, o estilo da cantora e atriz de 32 anos pode resumir-se numa única palavra: irrepreensível. Estivessem também as preferências dos júris e comités com a mesma inclinação e Gaga já teria enchido uma cristaleira inteira com galardões. A pinta ninguém lhe tira.

Depois de Valentino nos Globos de Ouro e de Calvin Klein nos Critics’ Choice Awards, Stefani Germanotta, nome que consta do bilhete de identidade, optou por um clássico europeu. A criação do atelier Christian Dior podia ser só mais um vestido de baile, mas não. Além de uma racha que deixou a descoberto a perna da protagonista de “Assim Nasce uma Estrela”, também os remates deixados a desfiar reforçaram os traços frescos e ousados desta criação de Maria Grazia Chiuri, acabada de desfilar na semana da alta-costura de Paris.

Não foi só Lady Gaga que decidiu iluminar a noite do último domingo, nos SAG Awards, com o branco. Glenn Close escolheu um fato de corte exemplar, criação de Ralph Lauren, na mesma cor, e deixou a joia de família brilhar. Sim, a atriz de 71 anos admitiu estar a usar a aliança da avó em jeito de homenagem. “[…] ela queria ser atriz e eu só soube disso depois dela morrer. Nunca lhe teria sido permitido fazer isso. Sinto que carrego as mulheres da minha família que foram mães e esposas maravilhosas, mas que, provavelmente, podiam ter tido uma maior expressão individual”, afirmou Glenn Close, durante uma entrevista ainda na passadeira vermelha.

As duas nomeadas ao prémio de Melhor Atriz não foram as únicas a impressionar no pre-show, em Los Angeles. Rachel Brosnahan, também em Christian Dior, marcou pela simplicidade, ao contrário do vestido preto Miu Miu de Alison Brie, que se destacou pelo enorme laço nas costas. A meia caminho entre discrição e o escândalo ficou Emily Blunt. A atriz britânica deslumbrou num vestido cor-de-rosa com a assinatura Michael Kors Collection.

Uma das grandes extravagâncias da noite: o laço nas costas do vestido Miu Miu da triz Alison Brie © Frazer Harrison/Getty Images

As notas menos positivas da noite vão para Lupita Nyong’o e para a sua escolha tristemente confusa, um vestido preto de Vera Wang. Emma Stone também ficou àquem das expectativas. Enquanto embaixadora da Louis Vuitton, a escolha da marca não foi surpresa, mas o resultado final acrescenta alguns anos à figura da atriz, além de a aproximar à imagem de Julia Roberts nas duas últimas cerimónias da indústria cinematográfica. Estes e outros looks que marcaram a noite estão na fotogaleria.

SAG Awards: os vencedores

A noite foi do universo Marvel, do realizador Ryan Coogler, e ainda do elenco de “Black Panter”, que inclui nomes como Chadwick Boseman, Michael B. Jordan e Lupita Nyong’o. A fita de ação venceu o prémio de Melhor Filme entregue nesta 25ª edição dos Screen Actors Guild Awards.

Da cerimónia que decorreu na noite de domingo, 27 de janeiro, em Los Angeles, saíram mais galardões. Glenn Close (“A Mulher”) e Rami Malek, pelo seu papel de Freddie Mercury em “Bohemian Rhapsody”, foram considerados os melhores atores.

De mãos a abanar saíram Bradley Cooper , Lady Gaga e o seu “Assim Nasce uma Estrela”, já que neste evento não houve espaço para empates como nos Critic’s Choice Awards.

É verdade que os SAG costumam ser um bom barómetro do desfecho dos Óscares, que se aproximam a passos largos, mas a verdade é que as contas parecem um pouco baralhadas. Se “Roma”, de Alfonso Cuarón, tem mobilizado atenções e somado distinções, ficou totalmente ausente das categorias de nomeações dos SAG, os prémios concedidos pela federação americana de artistas de rádio e televisão e que premeia as prestações mais relevantes.

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