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Bienal Internacional de Arte Gaia chega a oito concelhos em abril

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A terceira edição do evento regressa entre 20 de abril e 20 de julho a Vila Nova de Gaia e estende-se a oito municípios, num total de 22 exposições que cruzam várias artes.

"Desempacotar a Cultura" é uma das exposição em destaque nesta edição

Autor
  • Maria Martinho

“Criar um diálogo entre a arte plástica e outras expressões artísticas, como a literatura, o teatro a dança ou a música” é, segundo o diretor Agostinho Santos, um dos objetivos da 3ª edição da Bienal Internacional de Arte Gaia, uma iniciativa organizada pela cooperativa cultural Artistas de Gaia e apoiada pela autarquia.

Em entrevista ao Observador, Agostinho Santos destacou a mostra “Livre Mente” onde escritores como Gonçalo M. Tavares, Richard Zimler ou Valter Hugo Mãe “terão a oportunidade de interagir com outras artes”, pintando e esculpindo obras da sua autoria. Tendo também a literatura como ponto de partida, “Desempacotar a Cultura” é outro dos trabalhos mencionados pelo diretor. Esta exposição individual de Maria do Carmo Vieira parte de pacotes de leite vazios onde a artista pinta rostos bem conhecidos da cultura nacional como José Saramago, Sophia de Mello Breyner, Agustina Bessa-Luís ou Eugénio de Andrade. Há ainda a possibilidade de industrializar e vender ao público os pacotes de leite, como forma de eternizar esta intervenção artística.

“Temas atuais, sociais e necessários”, como a emigração, os refugiados ou a paz, estão também presentes na programação de 2019. É o caso das exposições “Mulheres e Cidadania”, com a curadoria da ex-Secretária de Estado da Emigração Manuel Aguiar, e “Paz e Refugiados”, com Ilda Figueiredo, vereadora da CDU na Câmara Municipal do Porto, como curadora, assim como vários colóquios e debates. “O que propomos é uma reflexão de assuntos que nos incomodam, tendo a arte”, sublinha o responsável.

A imagem da edição de 2019

Pintura, instalação e fotografia de Ana Vidigal, Cristina Ataíde, Alfredo Cunha ou José Rufino, obras de vários colecionadores ou uma exposição que convida vários artistas a explorarem o vinho, os seus territórios, patrimónios e pessoas também integram o plano de iniciativas.

Mais de 220 artistas com 13 nacionalidades participaram no concurso internacional, que abrange artes como a pintura, a escultura, o desenho, a fotografia ou a cerâmica, cujos resultados serão comunicados “dentro de alguns dias” e os três galardões têm o valor de 5 mil euros. O escultor Zulmiro de Carvalho é o artista homenageado, com direito a uma exposição antológica, e ainda não está decidido se o evento irá continuar a ser gratuito. Além da Quinta da Fiação, em Lever, haverá polos expositivos em oito municípios distribuídos de norte a sul do país: Alfândega da Fé, Gondomar, Viana do Castelo, Seia, Estremoz, Braga, Monção e Vigo.

Apesar de ser ainda um evento com poucos anos de vida, Agostinho Santos pretende que esta edição, que decorre de 20 de abril a 20 de julho, “marque e não deixe ninguém indiferente”.

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