Rádio Observador

Paleontologia

Cidadãos de todo o país financiam investigações sobre dinossauros na Lourinhã

Projetos científicos de paleontologia são financiados em quase 30 mil euros e vão decorrer durante um ano na Lourinhã. O mote dos três projetos é o estudo de diferentes espécies de dinossauros.

O diretor científico do Parque dos Dinossauros da Lourinhã explicou que quem financiou as bolsas foi quem comprou cadernetas de cromos de dinossauros para colecionar

ANTONIO COTRIM/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Cientistas da Universidade Nova, do Museu Geológico, de Lisboa, e do Museu da Lourinhã recebem na quinta-feira bolsas de investigação em paleontologia financiadas por cidadãos de todo o país, anunciou esta quarta-feira o Parque dos Dinossauros da Lourinhã.

Quem financiou as bolsas foi quem comprou cadernetas de cromos de dinossauros para colecionar“, adquiridas em supermercados espalhados por todo o país, explicou o diretor científico do Parque dos Dinossauros da Lourinhã, Simão Mateus, em declarações à agência Lusa. Os três projetos científicos vão decorrer durante um ano na Lourinhã.

A Universidade Nova de Lisboa e o Museu da Lourinhã recebem 29.734 euros para iniciar um projeto científico relacionado com micro animais vertebrados que viveram em território português durante o Jurássico Superior, há 150 milhões de anos.

Com a ajuda de voluntários não cientistas, os paleontólogos Miguel Moreno-Azanza e Octávio Mateus vão selecionar e estudar em laboratório “ossos microscópicos” de dezenas de espécies existentes, descrevê-las e compará-las a outras existentes em climas e locais diferentes. O objetivo é envolver os cidadãos na ciência, fazer novas descobertas para a ciência e conhecer a fauna que vivia com dinossauros há 150 milhões de anos.

A Universidade Nova de Lisboa e o Museu da Lourinhã obtêm mais 29.915 euros para financiar o estudo do dinossauro carnívoro baryonix, espécie descoberta pela primeira vez em Inglaterra e, anos mais tarde, em Portugal, no Cabo Espichel, em Sesimbra, no distrito de Setúbal.

Paleontólogos das duas instituições portuguesas vão trabalhar pela primeira vez com outros da Universidade de Portsmouth, em Inglaterra, no estudo e comparação dos achados dos dois exemplares desta espécie para perceber mais sobre a sua anatomia, as diferenças de ambos e confirmarem se são a mesma espécie descrita em 2011 ou pertencem a espécies diferentes.

O Laboratório Nacional de Engenharia e Geologia (LNEG), pertencente ao Museu Geológico de Lisboa, recebe 14.640 euros, que vão financiar a investigação relacionada com o dinossauro herbívoro Miragaia Longicollum, com um dos esqueletos de dinossauros mais completos do país.

Os primeiros fósseis foram encontrados e escavados na década de 60 do século passado na Atouguia da Baleia, concelho de Peniche, no distrito de Lisboa, e ficaram à guarda do LNEG. Décadas depois, fósseis de um exemplar da mesma espécie foram descobertos na Lourinhã, no distrito de Lisboa, e só em 2009 a nova espécie foi descrita como tal pelo paleontólogo Octávio Mateus.

O paleontólogo Francisco Costa, que dedicou em 2018 a sua tese de mestrado a comparar os fósseis de ambos, e a geóloga Susana Machado vão agora trabalhar no projeto de exposição e montagem deste dinossauro em posição de vida, para ser exposto ao público no Museu Geológico. Ao concurso de bolsas de investigação do Dino Parque, concorreram 15 projetos.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)