Estados Unidos da América

EUA. Vaga de frio extremo faz pelo menos seis mortos

O corpo de um homem de 70 anos foi encontrado com sinais de hipotermia em Detroit, mas a polícia não confirmou se a causa da morte foi o frio. Outras mortes foram registadas em acidentes de trânsito.

A vaga de frio vai provocar temperaturas extremas com sensações térmicas entre os 34 graus negativos e os 51 graus negativos nas planícies do norte, na região dos Grandes Lagos e no norte do Midwest

CRAIG LASSIG/EPA

A vaga de frio extremo, sem precedentes, que afeta os Estados Unidos fez, nos últimos dias, pelo menos seis mortos e várias regiões deverão esta quarta-feira sentir uma sensação térmica que pode chegar aos 53 graus negativos. Estas condições meteorológicas adversas forçaram a adoção de medidas de emergência por parte das autoridades, nomeadamente para proteger a população mais frágil.

As agências internacionais noticiaram que o corpo de um homem de 70 anos foi esta quarta-feira encontrado com sinais de hipotermia em Detroit, a maior cidade do estado do Michigan, na região centro-oeste, onde a sensação térmica rondou os 30 graus negativos. A polícia local não quis confirmar se a causa da morte foi o frio sentido na região. Com esta morte, e segundo as contas da agência noticiosa espanhola EFE, pelo menos seis pessoas morreram nos últimos dias na sequência destas condições meteorológicas, nomeadamente em acidentes de trânsito.

O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS, na sigla em inglês) indicou esta quarta-feira que a “massa de ar ártico sem precedentes” vai provocar temperaturas extremas com sensações térmicas entre os 34 graus negativos e os 51 graus negativos nas planícies do norte, na região dos Grandes Lagos e no norte da zona do ‘Midwest’ (como é conhecida a região centro-norte dos EUA).

No noroeste do Estado do Minnesota (centro-norte), os termómetros desceram, às seis da manhã locais desta quarta-feira, aos 40 graus negativos na pequena cidade de Mahnomen. A essa hora, a sensação térmica na localidade era de 53 graus negativos.

As autoridades dos Estados do Illinois, Wisconsin e Michigan emitiram boletins de alerta para esta quarta-feira, indicando que esta quarta-feira seria o dia mais frio desta vaga polar. Estes alertas abrangeram cerca de 60 milhões de pessoas.

Em Chicago (Estado do Illinois), uma das maiores cidades dos Estados Unidos, onde vivem 2,7 milhões de pessoas, foi registada uma temperatura mínima de 29 graus negativos. Mas os ventos polares estão a agravar as condições e a sensação térmica chegou aos 46 graus negativos.

A vaga de frio polar está a provocar vários constrangimentos ao nível dos transportes e dos serviços. Por exemplo, no Aeroporto Internacional O’Hare, em Chicago, as autoridades anteviam para esta quarta-feira o cancelamento de 1.325 voos, enquanto no aeroporto “vizinho” de Midway as estimativas apontavam para 326 voos cancelados.

Os serviços de correio e a circulação em algumas linhas ferroviárias também foram suspensos por causa do frio intenso. A polícia de Westchester, no Estado do Illinois, chegou a apelar, em tom de brincadeira, que aquela cidade não tivesse atos de criminalidade durante estes dias porque estava “muito frio para cometer crimes”.

Perante esta vaga de frio sem precedentes, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recorreu à rede social Twitter para reagir, com uma declaração em que confunde o conceito de aquecimento global, cujas consequências se podem manifestar em intempéries extremas.

“No belo Midwest as temperaturas estão a atingir 60 graus negativos, o maior frio alguma vez registado. Nos próximos dias espera-se que fique ainda mais frio. As pessoas não podem sair nem por uns minutos. Que diabo está a acontecer com o aquecimento global? Por favor volta depressa, precisamos de ti!”, escreveu terça-feira o chefe de Estado norte-americano.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)