A polícia no Rio de Janeiro, Brasil, considera que a possibilidade de os cidadãos poderem ter armas de fogo em casa será “um avanço” e que a medida “dá o direito do cidadão a defender-se”, segundo Márcio Garcia, presidente dos Sindicatos dos Policiais Civis do Rio de Janeiro e secretário de relações públicas da Organização Internacional de Polícias de Língua Portuguesa (OIT), que se encontra reunida na cidade da Praia, em Cabo Verde.

À margem deste encontro, Márcio Garcia referiu-se à intenção do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, de garantir através de decreto a posse de armas de fogo a cidadão sem antecedentes criminais como “um avanço”, pelo menos no Rio de Janeiro. “Consideramos que há o direito do cidadão a se defender, tendo em vista que o criminoso acaba por ter acesso às armas de qualquer maneira e de uma forma ilegal e isso torna-se numa situação complicada para o cidadão que não tem essa facilidade”, afirmou.

Diante de critérios objetivos, acrescentou, o cidadão pode “ter o mínimo de proteção, pelo menos para resguardar o seu património e a sua família”, através desta medida.A mudança de Governo no Brasil está a ser vista pela população em geral e pela classe policial, em particular, com “uma perspetiva bastante otimista, tendo em conta que há da parte do Presidente Bolsonaro um carinho especial pelas forças de segurança”.

“Esperamos que haja mudanças, investimentos na segurança pública e investimentos diretos no profissional de polícia que, é um serviço essencial da população. Vivemos há um bom tempo em crise económica e sem investimento direto na segurança pública não vamos reverter essa situação”, prosseguiu.

É neste sentido que, para o presidente dos Sindicatos dos Policiais Civis do Rio de Janeiro, o caminho que o Presidente Bolsonaro aponta é “um caminho melhor, um futuro melhor para a população e para as forças de segurança”.

Sobre os desafios que a polícia brasileira enfrenta, Márcio Garcia referiu que estes profissionais “têm uma peculiaridade, que é a violência nas grandes cidades”.

“Somos um país continental com 27 estados e mais um distrito federal e 220 milhões de habitantes, logo, as taxas de criminalidade, e de homicídio, serão as maiores do mundo”, disse.

Em relação às condições de trabalho destes profissionais, disse que “é precária. Falta investimento dos governos nos profissionais da polícia”, referiu.