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Brexit

Já há plano para retirar a Rainha de Londres se o Brexit provocar confrontos e motins

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Autoridades britânicas recuperaram um plano antigo, do tempo da Guerra Fria, para proteger a família real. Se a saída da UE provocar violência nas ruas, Isabel II e a família irão para parte incerta.

Existem localizações fora de Londres onde os elementos da família real podem ficar em segurança

Chris Jackson/Getty Images

Um antigo plano de emergência para retirar de Londres a rainha de Inglaterra, Isabel II, e a respetiva família durante a Guerra Fria foi recuperado para poder ser usado caso a saída do país da União Europeia provoque manifestações que os coloquem em perigo, noticiaram, este domingo, vários jornais britânicos.

Um Brexit sem acordo e a possibilidade de motins na capital podem justificar, no pior dos cenários, a retirada da família real para localizações seguras noutros pontos do país. Todos os detalhes de como isso será feito fazem parte do tal plano antigo, agora pronto para ser usado de novo.

Até lá, a Rainha voltou a apelar a consensos. Isabel II, que tem o dever de neutralidade política, fez um apelo a que se encontrem pontos de convergência, mas sem nunca fazer referência ao Brexit.

Estes planos para retirar a família real já foram criticados. Jacob Rees-Mogg, deputado conservador e apoiante do Brexit, disse ao jornal britânico The Mail on Sunday que os planos demonstram um estado de pânico desnecessário, tendo em conta que os elementos mais velhos da realeza permaneceram em Londres mesmo quando a cidade estava a ser bombardeada durante a II Guerra Mundial.

Opinião diferente tem Dai Davies, um antigo oficial da polícia que chegou a ser responsável pela proteção da família real, que espera que a Rainha seja retirada da cidade caso haja distúrbios.

O acordo do Brexit, fechado entre a primeira-ministra, Theresa May, e a UE, foi chumbado pelo Parlamento britânico. May terá, assim, de tentar chegar um novo acordo — ainda que a UE já tenha dito que não há nada a renegociar. Com o passar do tempo — e o aproximar do dia 29 de março, data do divórcio definitivo —, uma saída sem acordo torna-se cada vez mais provável, a não ser que o Reino Unido peça um adiamento do Brexit, como alguns já admitem.

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