Na família real britânica, todos lidam à vontade com a necessidade de deixar para os polícias responsáveis pela segurança tratar do fecho das portas, quando saem do automóvel. Para Meghan Markle, esse (ainda) é um hábito a perder.

O problema é que quando a esposa de Harry fecha a porta atrás dela, não dá tempo ao segurança de intervir e impedir o fecho da porta, que tranca assim que é fechada, deixando-a pois sem acesso imediato ao veículo, o que a poderá impedir de encontrar protecção no interior caso fosse, por exemplo, vítima de um atentado.

Markle tem sido alvo de várias sessões de formação, para se acostumar aos hábitos e necessidades da família real a que agora pertence mas, ao que parece, o bater com a porta tem sido um dos costumes mais difíceis de perder. Desde o casamento, em Maio de 2018, que a actual duquesa de Sussex é criticada pela pressa com que fecha a porta, mas o curioso – ou desesperante sob o ponto de vista dos polícias – é a dificuldade que revela em abrir mão de velhos hábitos, como abrir e fechar a porta do carro sozinha.

As críticas à dificuldade que a duquesa revela em adoptar o protocolo real voltaram a ser notícia por ocasião do recente acidente do príncipe Philip, com 97 anos e marido da rainha Isabel, que capotou depois de provocar um embate com outro veículo, tendo o seu resgate sido problemático. O acidente tornou público que a realeza exige que, tanto a Jaguar como a Land Rover, desliguem os avisadores acústicos e luminosos dos cintos de segurança nos veículos que são conduzidos pela rainha e pelo príncipe Philip, ambos avessos ao uso do cinto de segurança. Aparentemente, há uma lei em Inglaterra para a família real e outra, mais rígida, para os súbditos.