Rádio Observador

Consumo

Tem a certeza de que sabe ler e interpretar as datas de validade dos produtos?

A APED pretende pretende ajudar o consumidor a interpretar e distinguir as indicações de datas de validade/durabilidade, ajudando-o a rentabilizar o consumo dos alimentos e evitar o seu desperdício.

A partir de agora, em mais de 1.200 dos associados da APED haverá informação sobre como ler os prazos de validade

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O setor da distribuição arranca esta segunda-feira com uma campanha para ajudar os portugueses a interpretar e distinguir as datas de validade dos produtos, disse o diretor-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) à Lusa.

“É uma campanha de esclarecimento”, no âmbito da Estratégia Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar, já que há “má interpretação dos rótulos, dos prazos de validade”, disse Gonçalo Lobo Xavier.

O mote da campanha é “as datas de validade não são todas iguais” e “saber a diferença faz a diferença”. Ou seja, o objetivo é ajudar o consumidor a interpretar e distinguir as diferentes indicações de datas de validade/durabilidade, ajudando-o a rentabilizar o consumo dos produtos alimentares e, acima de tudo, evitar o seu desperdício.

Assim, “em mais de 1.200” dos associados da APED — nos quais contam-se as cadeias Aldi, Continente, DIA — Minipreço, El Corte Inglés, Intermarché, Ikea, Jumbo/Pão de Açúcar, Lidl, Novo Horizonte e Pingo Doce — haverá informação sobre como ler os prazos de validade, em que no caso de certos produtos, há um prazo indicativo, mas após este expirar não significa que o mesmo não possa ser consumido.

O site da APED também terá informação a esclarecer as diferenças entre “data limite de consumo” e “datas de durabilidade mínima”, além de um conjunto de dicas para conservar os produtos, e explicação sobre quais os produtos sem validade ou produtos com indicação de aproximação de fim de prazo de validade.

“Vamos ter informação em mupis e no site da Câmara Municipal de Lisboa”, adiantou Gonçalo Lobo Xavier, acrescentando que a campanha vai ser alargada “a outras grandes cidades do país”.

“Segundo dados da União Europeia, estima-se que o retalho seja responsável por 5% do desperdício alimentar”, sendo que a maior fatia advém do consumo doméstico, com um peso de 42%, acrescentou o diretor-geral da APED. Daí a importância “em sensibilizar as pessoas para o combate ao desperdício alimentar, mas também de interpretação de datas de validade”, acrescentou.

O diretor-geral da APED adiantou que as cadeias de retalho associadas “comprometeram-se a ter locais específicos nas suas lojas que facilitem a venda de produtos com prazo limite” e a reencaminharem produtos, cujo prazo já não permita comercializar, para IPSS — Instituições Particulares de Solidariedade Social e outras entidades que os consumo de imediato.

“Há produtos que estão a aproximar-se do fim de vida comercial, mas ainda estão em condições excelentes de consumo”, sublinhou o responsável. Entre estes produtos constam, por exemplo, bolachas ou conservas, entre outros. “São produtos que têm segurança alimentar, mas do ponto de vista comercial” já não podem ser vendidos, disse, adiantando que o objetivo é combater o desperdício alimentar.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)