Governo

Governo prevê atingir 180 milhões de euros de investimento na costa portuguesa

O ministro do Ambiente e da Transição Energética anunciou que para chegar ao investimento pretendido "há ainda pelo menos três grandes intervenções para serem lançadas".

Governo aprovou, desde o início da legislatura, em 2016, "mais de 50 operações" e intervenções que totalizam atualmente "os 112 milhões de euros"

Ant

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  • Agência Lusa

O Governo prevê atingir até ao final deste ano 180 milhões de euros de investimento no litoral português onde, anunciou esta terça-feira o ministro do Ambiente, já foram lançadas intervenções no valor de 112 milhões de euros.

“Para chegar aos 180 milhões de euros [de investimento] há ainda pelo menos três grandes intervenções para serem lançadas, uma no curto prazo e duas, acreditamos, até ao verão”, anunciou esta terça-feira o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes.

A “alimentação artificial da praia da Costa da Caparica e as concentrações de grandes quantidades de areia na Figueira da Foz e no troço mais a Sul entre Espinho e a Torreira” são, segundo o ministro, os grandes investimentos que falta lançar para atingir a meta dos 180 milhões de euros em obras “de norte a sul” do país.

De acordo com o ministro, o Governo aprovou, desde o início da legislatura, em 2016, “mais de 50 operações” e intervenções que totalizam atualmente “os 112 milhões de euros”.

João Pedro Matos Fernandes falava na Foz do Arelho, à margem do lançamento do concurso público para a Dragagem da Zona Superior da Lagoa de Óbidos, realizado no Inatel.

“É a segunda maior obra em curso [depois da Ria de Aveiro]”, sublinhou o governante, aludindo ao investimento de 16 milhões de euros para dragar 875 mil metros cúbicos de areia das bacias no delta do rio Real, no braço da Barrosa e nos canais de ligação do corpo da lagoa, aos braços da Barrosa e do Bom Sucesso.

A empreitada inclui ainda a valorização de uma área de 78 hectares a montante do rio Real, numa zona que no passado foi já utilizada na deposição de dragados.

A obra agora lançada tem, segundo o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Nuno Lacasta, “a particularidade de os sedimentos dragados serem depositados diretamente no mar”, numa zona a sul da embocadura da Lagoa de Óbidos e do Gronho, uma solução que considera “contribuir para a minimização da erosão neste troço de costa”.

A intervenção pretende, acrescentou Lacasta, “contrariar o fenómeno de assoreamento e melhorar as condições hidrodinâmicas e de qualidade da água” da lagoa onde, em 2015, foi realizada uma primeira fase de dragagens, tendo sido retirados 716 mil metros cúbicos de areia para evitar o fecho do canal de ligação ao mar, pondo em causa a sobrevivência dos bivalves.

A obra, que deverá ser iniciada no outono e que terá a duração de 18 meses, é co-financiada em 85% através do PO SEUR (Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos), sendo a contrapartida nacional assegurada pela APA.

A Lagoa de Óbidos é o sistema lagunar costeiro mais extenso da costa portuguesa, com uma área de 6,9 quilómetros quadrados que fazem fronteira terrestre com o concelho das Caldas da Rainha a Norte (freguesias da Foz do Arelho e Nadadouro) e com o concelho de Óbidos a Sul (freguesias de Vau e Santa Maria).

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