A taxa de inflação homóloga na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) desacelerou para 2,4% em dezembro, contra 2,7% em novembro, anunciou esta terça-feira a entidade em comunicado. Segundo o comunicado, enquanto os preços da energia desaceleraram significativamente para 3,6% em dezembro, contra 6,7% em novembro, os da alimentação passaram de 1,9% em novembro para 1,8% em dezembro.

Na OCDE, a inflação subjacente, excluindo a evolução dos preços da alimentação e da energia, também desacelerou para 2,2% em dezembro, contra 2,3% em novembro. A inflação homóloga desacelerou igualmente entre os países do G7 em dezembro, exceto no Canadá, onde subiu de 1,7% em novembro para 2% em dezembro.

Nos outros seis países, a inflação homóloga desceu na Alemanha (para 1,7% em dezembro, contra 2,3% em novembro), Itália (para 1,1%, contra 1,6%), no Japão (para 0,3%, contra 0,8%), França (para 1,6%, contra 1,9%), Estados Unidos (para 1,9%, contra 2,2%) e no Reino Unido (para 2,0%, contra 2,2%).

Os preços combinados da energia e dos produtos alimentares contribuíram significativamente para a inflação em muitos países da OCDE em dezembro mas tiveram um impacto negligenciável no Canadá, Japão e nos Estados Unidos.

A inflação homóloga na zona euro desceu para 1,6% em dezembro, contra 1,9% em novembro. Excluindo a alimentação e energia, a inflação subjacente manteve-se em 1% em dezembro. As estimativas do Eurostat para a inflação homóloga e subjacente na zona euro em janeiro é de 1,4% e 1,1%, respetivamente. A inflação homóloga no G20 caiu para 3,2% em dezembro, contra 3,4% em novembro.

Entre as economias emergentes do G20, a inflação homóloga caiu na Argentina (para 47,6% em dezembro, contra 48,5% em novembro), África do Sul (para 4,4%, contra 5,1%), Arábia Saudita (para 2,2%, contra 2,8%), Brasil (para 3,7%, contra 4,0%), China (para 1,9%, contra 2,2%) e Indonésia (para 3,1%, contra 3,2%). Em sentido contrário, a inflação homóloga subiu na Índia (para 5,2% em dezembro, contra 4,9% em novembro) e na federação Russa (para 4,3%, contra 3,8%).