O gabinete de Pesquisa e Desenvolvimento da Tesla apresentou um pedido de patente para um novo tipo de célula de bateria. Prevê-se que continuem a ser cilíndricas e de pequenas dimensões – apesar de a empresa já fabricar células prismáticas para os Powerwall, ou seja, as baterias estacionárias –, não se sabendo se estão mais próximas das 18650 que a Tesla usa nos Model S e X, ou das 21700 específicas do Model 3. Sabe-se, isso sim, que vão permitir cargas e descargas mais rápidas, sem aquecer acima dos limites de segurança, garantindo ainda um maior número de ciclos. Mas um dos seus principais atributos será o preço inferior, factor importante quando as baterias são a “peça” mais cara de um veículo eléctrico.

Este gabinete da marca americana, liderado por Jeff Dahn, que é considerado um mago das células de iões de lítio e com larga experiência neste domínio, trabalha desde o início no desenvolvimento deste tipo de tecnologia, sendo este o motivo que leva a Tesla a possuir as baterias com a melhor relação kWh/peso do mercado, liderando igualmente na densidade energética.

Tanto quanto se julga saber, Dahn tem vindo a trabalhar nos últimos anos na adição de aditivos ao electrólito, com a finalidade de optimizar o desempenho da bateria de iões de lítio, nomeadamente ao nível da sua química. Terá sido uma solução a este nível que deu origem à mencionada patente, denominada “Novel battery based on two additive electrolyte system”.

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Segundo Dahn, a nova bateria com dois aditivos consegue ser mais eficaz do que as tradicionais, habitualmente com cinco, sendo simultaneamente mais barata de fabricar. É provável que as novas células recorram também a um novo tipo de eléctrodos, tanto negativo como positivo, capazes de explorar o potencial do novo electrólito, similar às células do novo sistema NMC, de níquel-manganês-cobalto, liga de que são feitos os novos eléctrodos positivos, com os negativos a recorrerem a grafite.