Há veículos com largas dezenas de anos que já conseguiram percorrer mais de 1 milhão de quilómetros, mas este Roadster da Tesla, da primeira geração, foi capaz de atingir 364 milhões de quilómetros. Basta realizarmos umas contas rápidas, para concluirmos que aqui há ‘marosca’. Percorrer esta distância em apenas 12 meses – na realidade em 11, pois os dados são de Janeiro de 2019 – é uma impossibilidade, a menos que exista um truque. E há.

Na realidade, o Tesla Roadster em causa percorreu exactamente esta distância, mas não pelos seus próprios meios, uma vez que, pela forma como ele se desloca, o motor eléctrico e as rodas não lhe servem de muito. A 6 de Fevereiro de 2017 a SpaceX, de Elon Musk, lançou para o espaço um Tesla, também de Musk, rumo ao infinito. O modelo foi colocado no topo do maior foguetão construído pelo homem, depois do Saturno V que levou os astronautas americanos à Lua nos anos 60 e 70.

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Há um mês, o Roadster e a cápsula a que está amarrado estavam a 364 milhões de quilómetros da Terra, sendo que hoje, 6 de Fevereiro, estão um pouco mais longe. Isto porque apesar de há muito o motor da cápsula do SpaceX estar desligado, continua a voar a 7.469 km/h, o que torna este Tesla “o mais veloz do mundo”. O Roadster não está sozinho no topo da nave espacial, uma vez que ao volante está um manequim, o Starman, um mini-modelo da Hot Wheels e um disco com informação.

É bem possível que este seja o primeiro, mas também o último automóvel a quem foi permitido voar no espaço eternamente – até chocar contra qualquer planeta, satélite, asteróide ou uma outra nave… –, isto porque para evitar que outras empresas recorressem a esta forma original de promover veículos, ou quaisquer outros produtos, a chefe da Polícia de Protecção Planetária, Lisa Pratt, prepara-se para proibir este tipo de lançamentos. Aliás, impedir a colocação em órbita de veículos parece ser mesmo a primeira (e única) decisão tomada por Pratt, desde que entrou em funções em 2017.