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A Unidade dos Grandes Contribuintes (UGC) arrecadou 20,2 mil milhões de euros em impostos, avança o Jornal de Notícias (na edição em papel desta quinta-feira), de acordo com dados preliminares fornecidos pelo Ministério das Finanças. Este valor corresponde a quase 45% da receita total fiscal do ano passado. Em causa estão 3367 contribuintes.

No que toca a 2017, a UGC conseguiu mais 1,2  mil milhões de euros, e relativamente a 2016, o valor teve uma subida de 4,5 mil milhões de euros. A subida já era esperada tendo em conta que o número de contribuintes acompanhados pela unidade também tem vindo a aumentar com o passar dos anos.

Em 2018, a UGC acompanhou cerca de 2600 empresas (com um valor de negócios superior a 200 milhões de euros, e com um valor global de impostos acima de 20 milhões de euros) e 760 contribuintes individuais (com rendimentos superiores a 750 mil euros e/ou património imobiliários com uma avaliação superior a cinco milhões de euros).

No total somam-se 3367 contribuintes, mas que têm um peso significativo na receita arrecadada pelo Fisco (e por isso foi alargado o âmbito da unidade criada em 2012).

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais afirmou ontem na audição na Comissão de Orçamento e Finanças e Modernização Administrativa que “devemos olhar para a UGC como uma das áreas da Administração Tributária em que nós não temos que ter uma permanente desconfiança”. António Mendonça Mendes relembrou também medidas como o alargamento da UGC aos contribuintes individuais, e sublinhou perante os deputados que a lista de entidades que são seguidas pela unidade dos Grandes Contribuintes quadruplicou.

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