A Associação Automóvel de Portugal (ACAP) debruçou-se sobre o mercado em 2018 e chamou a atenção para o que correu menos bem. No campo positivo, mas pouco, um incremento das vendas de 2,6%, um crescimento “magro” em grande parte devido às confusões associadas à introdução do novo e mais eficaz método de determinar consumos e emissões, o WLTP.

Se os 2,6% de crescimento do mercado total podem não impressionar, já o mesmo não acontece com os híbridos, cuja procura subiu 56%, e sobretudo os eléctricos, que venderam em 2018 mais 146% do que no ano anterior. Apesar do sucesso, os eléctricos continuam a representar apenas 1,8% do mercado. Mas, a crescer a este ritmo – e espera-se que este aumente consideravelmente a partir de 2020, graças à chegada de novos modelos –, é mais do que provável que comecem a tornar-se um segmento cada vez mais apetecido e concorrencial.

Mais do que as vendas cresceu a produção, mais precisamente 68% face a 2017, atingindo quase as 300.000 unidades, um valor superior à totalidade dos veículos ligeiros, de passageiros e comerciais, comercializados em Portugal durante 2018.

O maior aviso, contudo, visou a idade crescente do parque automóvel (perto de 13 anos, em média), com consequências graves no que respeita à segurança, mas sobretudo ao ambiente. A ACAP aproveitou a ocasião para alertar para a falta de programas que fomentem o abate de veículos mais antigos, cujo número tem vindo a aumentar devido à contínua importação de carros usados de outros países europeus, especialmente da Alemanha.