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Venezuela

Vaticano mantém posição de “neutralidade positiva” na atual crise na Venezuela

Pietro Parolin, número dois do Vaticano, reafirmou as declarações do Papa, dizendo que "são as partes que devem movimentar-se neste momento". Guaidó e Maduro tinham pedido ajuda a Francisco.

Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, afirma que a atitude do Vaticano "não é a daqueles se sentam em frente à janela e observam de maneira quase indiferente"

SERGEI ILNITSKY/EPA

O secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, afirmou esta sexta-feira que o Vaticano mantém uma posição de “neutralidade positiva” na atual crise na Venezuela, após a autoproclamação do Presidente interino, Juan Guaidó.

“A atitude da Santa Sé é de neutralidade positiva, não é a atitude daqueles se sentam em frente à janela e observam de maneira quase indiferente. É a atitude de estar sobre as partes para superar o conflito”, indicou Parolin em declarações à televisão católica italiana TV2000.

“São as partes que devem movimentar-se neste momento, como aconteceu quando a Santa Sé aceitou fazer parte do diálogo”, acrescentou o número dois do Vaticano, referindo-se às declarações feitas pelo papa Francisco na viagem de regresso dos Emirados Árabes Unidos.

Nessa ocasião, Francisco admitiu a disponibilidade do Vaticano para avançar com uma eventual mediação para tentar solucionar a crise política venezuelana, mas realçou que tal processo precisa do acordo das duas partes.

É como quando as pessoas vão ver um padre, havendo um problema entre marido e mulher. Se apenas vai um deles… o outro quer? São sempre precisas as duas partes. Essa é uma condição que os países devem ter em conta, antes de pedir a ajuda ou a presença de um salvador ou de um mediador”, explicou o Papa.

https://observador.pt/2019/02/05/papa-francisco-disponivel-para-mediar-conflito-politico-na-venezuela/

Tanto o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro – que enviou uma carta ao Papa Francisco – como Juan Guaidó solicitaram ajuda ao Papa para superar a crise no país. O autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, apelou, na quinta-feira, ao Papa Francisco para o ajudar conseguir marcar eleições livres no país e terminar com “a usurpação” (de poder) por Nicolás Maduro.

Peço a quem nos possa ajudar, como o Santo Padre, e a todas as diplomacias, para que possam colaborar a por fim à usurpação (de poder), para um Governo de transição que leve a eleições verdadeiramente livres”, afirmou Juan Guaidó, numa entrevista a um canal italiano de televisão.

O apelo de Guaidó surgiu dias depois de também o Presidente eleito, Nicolás Maduro, ter pedido a mediação do Papa no conflito político que se vive na Venezuela, numa carta enviada para o Vaticano. “Eu disse-lhe que estou a serviço da causa de Cristo (…) e, nesse espírito, pedi a sua ajuda no processo de facilitação e de reforço do diálogo”, afirmou Nicolás Maduro.

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Socialismo

Má-fé socialista /premium

José Miguel Pinto dos Santos
780

Não é a situação social em Portugal muito melhor que na Venezuela — e que nos outros países socialistas? Sim, mas quem está mais avançado na implantação do socialismo, Portugal ou Venezuela?

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