Imprimir sapatilhas dentro das lojas pode ser realidade dentro de apenas uma década, previu Kasper Rorsted, diretor executivo da Adidas, em entrevista à Bloomberg. “Temos de ser capazes de reagir rapidamente às tendências. A velocidade é uma vantagem competitiva”, acrescentou. Essas lojas serão uma evolução das “speedfactories“, as fábricas automatizadas que a Adidas lançou em abril do ano passado.

A ideia de imprimir ténis nas lojas surgiu porque “as tendências mudam extremamente rápido nos dias que correm”. “O que é apetecível em Nova Iorque ou em Tóquio espalha-se em segundos pelo mundo fora por causa das redes sociais”, descreve Kasper Rorsted. O objetivo último é fazer com que a empresa possa produzir, com recurso a técnicas de impressão 3D, uma linha especial de ténis logo que acontece algum evento internacional, como uma equipa de futebol que vence uma competição importante.

A Adidas quis acompanhar essa evolução, por isso montou fábricas que funcionam apenas com robôs e que conseguem colocar umas novas sapatilhas no mercado em seis meses ou menos, quando antes isso demorava 15 meses.

Por enquanto, a única “speedfactory” que a Adidas tem fica em Atlanta e tem quase sete mil metros quadrados. Quando abriu, Gil Steyaert, membro do conselho executivo da marca, disse à Business Insider que a ambição era que 50% de todas as vendas viessem de “programas de velocidade”, isto é, de estratégias que diminuíssem drasticamente o tempo de produção. Por isso é que essas fábricas devem abrir nos locais onde a Adidas tem mais vendas — não na Ásia, onde ficam quase todas as fábricas de produção manual dos ténis.