Rádio Observador

Tech Auto

Atenção aos 41%. Eléctricos apreciam pouco o frio

2.861

Se está a pensar em ir à Serra da Estrela, Serra Nevada ou Pirinéus no seu carro eléctrico, prepare-se para uma surpresa. Com temperaturas negativas, as baterias podem perder até 41% da capacidade.

É conhecida a aversão de tudo o que é pilhas ou acumuladores às temperaturas baixas. É assim com os telemóveis, os relógios e, também, com os veículos eléctricos. E não é nenhuma cabala contra os automóveis alimentados por acumuladores, sendo a explicação devida ao facto de as baterias dependerem das reacções químicas que acontecem no seu interior, com os electrões a migrarem de um eléctrodo para o outro. Sucede que, quando o frio aperta, essas mesmas reacções tornam-se mais lentas, diminuindo a capacidade da bateria em fornecer energia.

A Associação Automóvel dos Estados Unidos (American Automobile Association, AAA) divulgou um estudo que concluiu que a uma temperatura de 20º Fahrenheit, cerca de -6,7ºC, a autonomia de um veículo eléctrico cai 41% se recorrermos ao aquecimento, ventilação ou ar condicionado. O que, convenhamos, com temperaturas negativas é mais uma necessidade do que um mero capricho. Neste caso, não só as baterias perdem capacidade, limitando a autonomia, como a necessidade de aquecer o carro (e em alguns casos até as próprias baterias) ‘rouba’ igualmente a electricidade que deveria ser utilizada para impulsionar o modelo.

Segundo a AAA, a bateria de um carro eléctrico perde em média 12% da autonomia, se operado a -6,7ºC, quando comparado com uma temperatura ambiente de 24ºC. Mas nem só o frio lhes encurta a capacidade de percorrer distâncias, pois caso a temperatura exterior suba para 34ºC, a autonomia cai 4%.

Contudo, o maior problema reside mesmo na necessidade de aquecimento, que só por si limita a autonomia em 41%, face a umas condições climatéricas mais amenas. Caso a temperatura esteja mais alta (34ºC), de Verão por exemplo, então nessas condições é melhor contar com quebras de autonomia de 17%, pois o ar condicionado para fazer frio é menos exigente em termos energéticos do que para produzir calor.

Foram cinco os veículos eléctricos que foram analisados pela AAA, nomeadamente o Tesla Model S 75D,  BMW i3S, Chevrolet Bolt, Nissan Leaf e Volkswagen e-Golf. O Model S percorreu 384 km (239 milhas) com temperaturas de 24ºC (75ºF), mas a -6,7ºC a sua autonomia baixou para 341 km (212 milhas), para depois cair para 238 km (148 milhas) com o aquecimento ligado. Feitas as contas, são menos 146 km de autonomia, embora a Tesla conteste os resultados.

Frente ao Model S, os BMW i3S e Chevrolet Bolt (idêntico ao Opel Ampera-e) tiveram um pior desempenho, com perdas de, respectivamente, 50% em tempo frio e 21% em quente para o i3S e quebras de 46% a -6,7ºC e 19% a 34ºC para o Bolt.

A meio da tabela ficou o Model S, com 38% e 16%, fazendo jogo quase igual com o Volkswagen e-Golf (37% e 18%) – perdendo no frio mas ganhando no quente. O Nissan Leaf é o que melhor lida com situações adversas, ao acusar perdas de somente 31% e 12%.

Pesquisa de carros novos

Filtre por marca, modelo, preço, potência e muitas outras caraterísticas, para encontrar o seu carro novo perfeito.

Pesquisa de carros novosExperimentar agora

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: alavrador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)