O bailarino português Alexandre Joaquim é um dos oito premiados da 47.ª edição do Prémio de Lausanne, de acordo com os resultados oficiais publicados na página da iniciativa na Internet.

Com 18 anos, Alexandre Joaquim é aluno do Centro Internacional de Dança Rosella Hightower, em Marselha, França, e venceu o prémio da Fundação Coromandel.

Além de Alexandre Joaquim tinha passado à fase final do prémio – considerado um dos principais galardões internacionais do mundo da dança -, outro bailarino português: António Ferreira, de 15 anos, aluno da Escola de Dança do Conservatório Nacional, em Lisboa.

O vencedor do galardão jovem esperança da 47.ª edição do Prémio foi o bailarino norte-americano Mackenzie Brown, de 16 anos.

Foram oito os galardoados desta edição do prémio, sendo que cada um vai receber uma bolsa de estudos que lhes permite entrar numa das escolas parceiras do Prémio de Lausanne.

Dos oito bailarinos galardoados, dois são brasileiros: Gabriel Figueiredo, de 18 anos, que venceu o prémio fundação Oak, e João Vítor da Silva, de 15 anos, que conquistou uma bolsa Jovem Esperança.

Na 47.ª edição do Prémio de Lausanne foram ainda atribuídos mais cinco prémios.

O prémio Minerva Kunststiftung foi atribuído ao bailarino norte-americano Mackenzie Brown, que arrebatou também o prémio de Favorito da Audiência, o da Fundação Nurevey foi atribuído à bailarina norte-americano Julia Shugart (16 anos), o prémio Anonymous Donor foi atribuído à japonesa Sumina Sasaki (18 anos), e o prémio de Favorito da Audiência da Web foi para a sul-coreana Jihyun Choi (16 anos).

À fase final do prémio passaram 21 bailarinos dos 74 candidatos de todo o mundo que atuaram no palco Teatro Beaulieu durante as seleções que tiveram lugar na sexta-feira.

Durante a semana, ensaiaram com prestigiados profissionais do mundo da dança como a diretora da Escola de Dança da Ópera de Paris, Elisabeth Platel. Os nove membros do júri observaram os candidatos múltiplas vezes antes de revelarem as suas escolhas finais”, pode ler-se no comunicado da organização.

O potencial dos bailarinos foi avaliado tendo por critérios “a facilidade técnica, o talento, a habilidade para dar uma resposta imaginativa e sensível à música e ao comunicar com movimentos claros, entre outros”.

Os candidatos tiveram de praticar repertório clássico bem como criações de Mauro Bigonzetti, Jean-Christophe Maillot, Wayne McGregor, Heinz Spoerli ou Richard Wherlock.

O júri da edição deste ano é composto pelo presidente da Carlos Acosta International Dance Foundation, Carlos Acosta, pelo vice-presidente da organização, Iván Gil-Ortega, por Julio Bocca, ex-bailarino principal do American Ballet Theatre, e também professor, Gillian Murphy, bailarino principal do American Ballet Theatre, Madeleine Onne, diretora artística do Finnish National Ballet, Garry Trinder, diretor da New Zealand School of Dance, Éric Vu-An, diretor artístico do Ballet Nice Méditerranée, Samuel Wuersten, diretor do Holland Dance Festival, e Miyako Yoshida, consultora artística da Companhia Nacional de Bailado do Japão.

O Prix de Lausanne, um dos mais importantes galardões dedicados à dança, foi criado em 1973, e é gerido pela Fondation en Faveur de l’Art Chorégraphique.