Serra da Estrela

Produção do queijo da Serra da Estrela DOP atingiu as 195 toneladas em 2017

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A produção de queijo da Serra da Estrela de Denominação de Origem Protegida atingiu as 195 toneladas em 2017, com receitas estimadas em 3,5 milhões de euros.

MIGUEL PEREIRA DA SILVA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O queijo da Serra da Estrela de Denominação de Origem Protegida (DOP) tem atualmente 40 queijarias certificadas e 210 produtores de leite, e a produção atingiu, em 2017, as 195 toneladas, com receitas estimadas em 3,5 milhões de euros.

A importância económica da fileira do queijo levou, recentemente, ao lançamento do Programa de Valorização da Fileira do Queijo da região Centro, projeto que envolve 14 entidades da região e um investimento total de 2,7 milhões de euros, sendo que a liderança está a cargo da InovCluster – Associação do Cluster Agroindustrial do Centro.

Segundo esta associação, ao nível da produção, a DOP Serra da Estrela representa 45% da produção de queijo da região Centro: das 102 toneladas produzidas em 2012, passou para as 195 toneladas em 2017.

Em termos financeiros, a estimativa aponta para receitas na ordem dos 3,5 milhões de euros, tendo em conta que o valor do quilograma é de 18 euros.

A DOP que possui maior número de produtores é a da Serra da Estrela, a qual representa 60% do número total de produtores. Relativamente às queijarias certificadas, representa 82% do total de queijarias da região Centro”, explica a presidente da InovCluster, Cláudia Domingues.

Já em relação ao número de queijarias certificadas, estão distribuídas por Trancoso (dois), Celorico da Beira (nove), Fornos de Algodres (dois), Gouveia (quatro), Seia (12), Oliveira do Hospital (três), Nelas (três), Mangualde (dois) e Penalva (três).

Quanto aos produtores de leite, Trancoso tem seis; Celorico da Beira 29; Fornos de Algodres 10; Gouveia 48; Seia 39; Oliveira do Hospital 27; Nelas 11; Mangualde 29; Penalva oito e Tábua três.

A área geográfica de produção do Queijo Serra da Estrela DOP abrange os concelhos de Carregal do Sal, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Gouveia, Mangualde, Manteigas, Nelas, Oliveira do Hospital, Penalva do Castelo, Seia, Aguiar da Beira, Arganil, Covilhã, Guarda, Tábua, Tondela, Trancoso e Viseu, nos distritos de Viseu, Coimbra, Guarda e Castelo Branco.

Segundo Cláudia Domingues, é expectável que o investimento no âmbito do Programa de Valorização da Fileira do Queijo da região Centro irá contribuir para alavancar investimentos privados de 11,6 milhões de euros em 2022, após o decurso de 24 meses de implementação do projeto.

“Esta é uma meta ambiciosa que pressupõe que por cada euro de investimento público efetuado sejam realizados investimentos privados de 4,16 euros”, concluiu.

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