A derrota na Taça de Itália frente à Atalanta, até mais do que a eliminação a forma como a mesma aconteceu, ligou alguns sinais de alarme nos responsáveis da Juventus, que perdiam um dos objetivos da temporada mas estavam sobretudo preocupados com outros bem mais relevantes dentro do projeto desportivo da equipa como a Liga dos Campeões e o duelo com o Atl. Madrid. Foi isso que motivou um encontro entre Andrea Agnelli, presidente da Vecchia Signora, e Massimiliano Allegri, o técnico que ganhou tudo em termos internos desde a chegada a Turim mas tem falhado essa mesma glória no plano europeu.

Não foi por isso que a equipa melhorou, acrescente-se. No encontro seguinte, frente ao Parma, a Juve perdeu mesmo mais dois pontos na Serie A, deixando-se empatar a três num encontro em que esteve a ganhar por 3-1 com bis de Ronaldo. Este domingo, houve um regresso aos triunfos frente ao Sassuolo e uma melhoria também na qualidade exibicional, mais próxima dos primeiros meses de época dos bianconeri. Mas se a revalidação da Serie A é um mero formalismo para se perceber em que jornada irá acontecer (depois do empate do Nápoles em Florença, voltaram os 11 pontos de avanço), a Champions trará outro tipo de obstáculos para o conjunto de Turim, que terá pela frente um adversário sempre complicado de ultrapassar.

Depois de uma melhor entrada do Sassuolo em campo, com o ex-benfiquista Filipe Djuricic, Babacar e Berardi a conseguirem criar boas situações para alvejar a baliza de Szczesny, um erro de Andrea Consigli acabou por inverter a tendência do encontro, com Ronaldo a recuperar a bola após um passe errado no número 47 e a rematar para defesa atrapalhada do guarda-redes antes da recarga sem hipóteses de Khedira na área (23′). Com o internacional português a poder sair mais da zona central por estar a jogar com Mandzukic ao lado, Ronaldo teve ainda outra boa tentativa antes de um falhanço “proibido” do médio alemão de cabeça, que passou a rasar o poste da baliza dos visitados em cima do intervalo.

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No segundo tempo, depois de Ronaldo ter visto um golo bem anulado por ter recebido de Bernardeschi em posição adiantada antes de fintar o guarda-redes e dar o toque final, Berardi teve uma oportunidade flagrante para empatar quando Szczesny subiu no relvado e teve um corte defeituoso deixando o avançado com possibilidade de rematar para uma baliza deserta mas foi a Juve a “matar” o jogo a 20 minutos do final, quando Ronaldo, na sequência de um canto batido por Pjanic na esquerda do ataque, subiu mais alto do que todos os defesas contrários e encostou de cabeça para o 2-0, antes de Emre Can, aos 86′ e pouco depois de entrar, aumentar para 3-0 com assistência do português numa iniciada jogada por Dybala.

Ronaldo fez o 2-0 após assistência de Pjanic e celebrou com uma homenagem a Dybala (Alessandro Sabattini/Getty Images)

O encontro ficou ainda marcado por três momentos que tiveram o português como protagonista: o primeiro quando, de forma inadvertida, viu um lance prometedor ser anulado por ter controlado a bola com a mão e rematou para onde estava virado, acertando o companheiro Khedira na cabeça (e que o deixou com uma forte dor de cabeça, como admitiria nas redes sociais…); o segundo quando houve mais um fã a invadir o relvado apenas para dar um abraço ao avançado mas fazendo o movimento habitual dos festejos sem camisola; o terceiro quando, na comemoração do 2-0, fez o gesto com a mão na cara que costuma ser utilizado por Dybala para dedicar ao argentino que voltou a começar no banco de suplentes. Tudo na semana em que o número 7 cumpriu 34 anos, com a mesma vontade e ambição de sempre para conquistar títulos coletivos e individuais.

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