O Benfica parece não passar ao lado de forma transversal a grandes figuras de outras modalidades que não o futebol, sendo vários os exemplos de atletas ou antigos atletas que surgem em público com a camisola do clube casos de Novak Djokovic (ténis), Mike Tyson (boxe) ou Jordi Smith e Matt Wilkinson (surf). No entanto, é na NBA que parece estar o grupo maior de fãs e a goleada histórica das águias ao Nacional por 10-0 não passou ao lado de um jogador da maior liga mundial de basquetebol.

Depois de James Harden, grande estrela dos Houston Rockets, ter surgido e deixado o pavilhão antes de um jogo com a camisola do Benfica, e de Walter Tavares, cabo-verdiano que jogou nos Cleveland Cavaliers com LeBron James antes de rumar ao Real Madrid, onde ainda se encontra, também John Collins, extremo poste dos Atlanta Hawks que foi a 19.ª escolha no draft de 2017 colocou uma imagem como DJ tendo o equipamento das águias. Agora foi Clint Capela, também ele dos Rockets, a não passar ao lado do feito dos encarnados, deixando uma mensagem na sua conta oficial no Twitter com a fotografia de Seferovic a comemorar um golo e o texto “E eu que pensei que o Chelsea teve um dia mau…”.

O suíço referia-se assim a outra grande surpresa que tinha acontecido cerca de uma hora e meia antes em Inglaterra, quando o Manchester City de Bernardo Silva goleou o Chelsea por 6-0 (e já estava 4-0 aos 25 minutos…) num encontro onde os blues de Maurizio Sarri sofreram pela primeira vez seis golos desde que passou a haver Premier League.

Nascido em Genebra, com ligações familiares a Angola e ao Congo, o poste de 24 anos até começou a jogar futebol, o seu maior interesse, mas o facto de já ter 1.90 metros com apenas 13 anos fez com que mudasse para o basquetebol, onde não demorou a dar nas vistas e a integrar o centro de treinos de Chalon-sur-Saône. Em 2012, com 18 anos, Capela estreou-se pelos seniores pelo Élan Chalon, sendo escolhido dois anos depois no draft pelos Houston Rockets como a 25.ª opção desse ano.

No primeiro ano, acabou por ter muitas passagens pelos Rio Grande Valley Vipers, equipa que disputa a D-League, mas começou a aparecer com maior ênfase nos playoffs dessa temporada. Seguiram-se números sempre em crescendo nos Rockets, com 7.0 pontos e 6.4 ressaltos de média em 2015/16; 12.6 pontos e 8.1 ressaltos em 2016/17; e 13.9 pontos e 10.8 ressaltos em 2017/18. No final da última temporada, estando como free agent, renovou por cinco anos com a equipa de Houston num acordo que lhe vai render 90 milhões de dólares até 2023. Nesta altura, o jogador está fora por causa de uma lesão no polegar da mão direita, tendo até meio de janeiro a média de 17.6 pontos e 12.6 ressaltos num dos candidatos à final da NBA via Conferência Oeste.