Lisboa

Família despejada em Lisboa foi encaminhada para centro de alojamento temporário

Na sequência do despejo, Mariama Djalo e os três filhos, duas crianças de 2 e 9 anos e uma jovem estudante de 20, foram apoiados pela Câmara Municipal de Lisboa.

A Habita - Associação pelo Direito à Habitação e à Cidade, organizou esta segunda-feira uma ação de solidariedade para exigir verdadeiras soluções de habitação

MÁRIO CRUZ/LUSA

A família despejada na sexta-feira por ocupação abusiva de uma habitação municipal em Lisboa foi encaminhada para um centro de alojamento temporário, avançou esta segunda-feira a autarquia, indicando que o próximo passo é atualizar a candidatura a uma casa.

Na sequência do despejo, Mariama Raianatu Djalo e os seus três filhos, duas crianças de 2 e 9 anos e uma jovem estudante universitária de 20, foram apoiados pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) e pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), entidades que asseguraram o alojamento numa pensão no imediato.

A acompanhar o caso desta família monoparental, a Habita – Associação pelo Direito à Habitação e à Cidade organizou esta segunda-feira uma ação de solidariedade para exigir verdadeiras soluções de habitação, iniciativa que mobilizou cerca de duas dezenas de pessoas, que se concentraram junto à unidade de atendimento à pessoa sem-abrigo, no Cais do Sodré, em Lisboa, onde Mariama teve uma reunião com elementos da SCML e da CML.

Para a presidente da Habita, Rita Silva, “a solução tem de ser uma habitação” com uma renda comportável para os rendimentos de Mariama, que recebe o salário mínimo nacional.

Em resposta à agência Lusa, a Câmara de Lisboa informou que “Mariama Djalo, no final de uma reunião realizada esta segunda-feira na unidade de emergência do Núcleos de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo, foi encaminhada com os seus filhos para o Centro de Alojamento Temporário Mãe d’Água, que tem como especificidade o acolhimento de famílias monoparentais femininas”.

Neste âmbito, a família de Mariama vai também atualizar a sua candidatura a habitação municipal em Lisboa, “retomando os contactos já mantidos com a autarquia e, entretanto, interrompidos pela munícipe”, referiu a CML, explicando que “este passo poderia ter garantido a esta família a atribuição de casa no mês de outubro, caso tivesse respondido positivamente às soluções para o seu caso”.

“Tal como tem ocorrido noutras situações similares, todas as famílias são acompanhadas pelos serviços municipais, bem como pela rede social, na procura de encaminhamento adequado para cada caso. Isto aconteceu também com Mariama Djalo, que recusou os apoios ou propostas feitas quer pela edilidade, quer pela SCML, em contactos e atendimentos sociais realizados no mês de junho, tendo-se mantido na situação precária de ocupação ilegal de uma casa municipal”, afirmou a CML.

Para “evitar os efeitos de desinformação por entidades terceiras” sobre como resolver as questões relacionadas com a parentalidade, situações de imigração e outras que estão previstas em termos de apoio social, a Câmara de Lisboa apelou “a que os munícipes sigam as indicações tanto dos serviços autárquicos como da rede social, e que procurem a informação correta e disponível (tanto digitalmente, como nos balcões de atendimento personalizado)”.

É nossa preocupação, como sempre, o acompanhamento e apoio de todos os casos de vulnerabilidade e fragilidade, e a promoção do direito à habitação. Continuaremos, por isso, nestas e noutras situações, a dialogar e a procurar, com as famílias, alternativas que garantam o seu bem-estar e segurança”, assegurou a CML.

A família de Mariama Raianatu Djalo foi despejada na sexta-feira, por ocupação abusiva de uma habitação municipal em Lisboa, mas a autarquia garantiu, desde logo, que o caso estava a ser acompanhado.

“A polícia bateu à porta e disse que nos vinha despejar, não houve nenhum aviso prévio”, contou à Lusa Mariama Raianatu Djalo, explicando que foi “por falta de outro tipo de solução” que decidiu ocupar uma habitação municipal devoluta, localizada na zona J, em Chelas, onde vivia desde setembro de 2018.

Considerando que esta família foi despejada de forma “selvagem”, a presidente da associação Habita defendeu que “os próximos despejos não podem ser feitos sem que haja uma prévia solução de habitação”.

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