Viral

Grammys: ela vestiu-se como o muro que Trump quer construir

122

A moda foi utilizada por apoiantes das políticas de imigração de Trump nos Grammys. A cantora Joy Villa usou um vestido com a frase "Constrói o muro" e nem o arame farpado lhe faltou.

Chama-se Joy Villa e, no último domingo, aproveitou a passagem pela passadeira vermelha dos Grammys para expressar o seu apoio às políticas anti-imigração de Donald Trump. A cantora e compositora californiana começou por pisar a red carpet com um vestido prateado, arame farpado (ou um material semelhante) sobre os ombros, uma coroa de pregos na cabeça e uma mala com a frase “Make America Great Again” (Façam a América Grande Outra Vez), slogan de campanha do atual presidente dos Estados Unidos.

O vestido de Joy Villa na passadeira vermelha dos Grammys, no passado domingo, em Los Angeles VALERIE MACON/AFP/Getty Images

Minutos depois, já em frente aos fotógrafos, surgiu um segundo vestido, até aí guardado sob o primeiro. O padrão imitava os tijolos de uma parede e, nas costas, a frase “Constrói o muro”. “É nisto que acredito. Acredito no Presidente. Acabei de lançar um álbum chamado Home Sweet Home [Lar Doce Lar] e é sobre o meu amor pela América. Com o arame farpado, estou só a divertir-me”, admitiu Villa à revista Variety.

O vestido é da autoria de Desi, um atelier dedicado ao desenhar peças para celebridades. No Instagram, o designer fez uma publicação, horas antes da cerimónia: “Os pontos de vista, pensamentos e opiniões que os meus clientes expressam não são necessariamente os meus”.

Os vestidos usados pela cantora nas duas edições anteriores dos Grammys © Getty Images

Desta vez, foi o “muro” de Trump, uma das medidas mais apregoadas pelo presidente como forma de deter a vaga de imigração proveniente do México, mas esta não foi a primeira vez que Joy Villa usou a moda e a atenção mediática sobre uma passadeira vermelha para expressar posicionamentos políticos. Na última edição dos Grammys, usou um vestido anti-aborto. Branca, a peça tinha estampado o desenho de um feto. Mais uma vez, a mensagem veio na mala: “Escolhe a vida”. Em 2017, o slogan “Make America Great Again” percorreu todo o vestido, ainda com o nome de Donald Trump escrito nas costas.

Ricky Rebel na 61ª edição dos Grammys © VALERIE MACON/AFP/Getty Images

Joy Villa não foi a única a apoiar o presidente através da roupa. Ricky Rebel, um cantor de glam rock, pisou a red carpet com um blusão onde se podia ler “Keep America Great” (Mantenham a América Grande) e ainda “Trump 2020”. Uma blusa, calças e botas de salto alto, tudo branco, completaram o visual do artista, a quem têm sido dirigidas algumas críticas por ser ativista dos direitos LGBT e, em simultâneo, apoiante de Trump.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Família

Filhos de cabeceira /premium

Laurinda Alves

Trazer os pais para casa nunca é fácil, sobretudo para eles, mas muito mais importante do que a perturbação que esta decisão provoca no interior das famílias, é o equilíbrio que lhes devolve a eles.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)