País

Portugal registou 117 mortes por afogamento em 2018

Em 27 destes casos, ainda houve uma tentativa de salvamento, sem sucesso, de acordo com dados do Relatório Nacional de Afogamento de 2018. No total, houve uma queda de 4% face ao ano anterior.

Em 117 mortes, 27 casos foram alvo de tentativa de salvamento e em 90 deles não houve qualquer tentativa

PEDRO NUNES/LUSA

Portugal registou 117 mortes por afogamento em 2018, menos 4,1% do que no ano anterior, de acordo com o Relatório Nacional de Afogamento esta segunda-feira divulgado pela Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (FEPONS). Segundo os dados do relatório, a maioria das mortes ocorreu em pessoas com idades acima dos 40 anos e foram mais homens que mulheres, 88 e 28 respetivamente.

Abril foi o mês em que se registaram mais casos, com 16 afogamentos (13,7%), seguido de setembro e outubro, com 15 (12,8% cada), sendo a tarde o período do dia com mais registos, 42,7%, e a terça-feira o dia em que ocorreram mais mortes (18,8%).

De salientar no relatório é que os registos das mortes nos meses da época balnear, entre maio e setembro, são inferiores (44,4%) ao dos meses fora da época balnear (55,6%). Nos meses de junho a setembro registaram-se 45 mortes por afogamento o que, comparando com os dados de 2017, 51 mortos, indica uma descida de 11,8%.

No mar é onde mais pessoas continuam a morrer, com 43 registos (36,8%), seguido dos rios, com 35 (29,9%) e barragens, 12 (10,3%). Em 2018 registaram-se, igualmente, oito mortes (6,8%) em poços e seis em piscinas domésticas (5,1%). Em relação à distribuição geográfica, a maioria das mortes ocorreu no distrito do Porto, com 18 mortes (15,4%), Lisboa com 14 (12%) e Setúbal com 12 (10,3%).

De acordo com o relatório, a maior parte das mortes aconteceu quando as pessoas estavam a tomar banho recreativamente, 19 casos (16,2%), e em atividades ligadas à pesca com cana, 12 (17,1%). A maioria das mortes (71 casos) não foi presenciada por ninguém, tendo 46 tido a presença de alguém no momento, enquanto 27 casos foram alvo de tentativa de salvamento e em 90 deles não houve qualquer tentativa.

O Relatório Nacional de Afogamento de 2018 foi elaborado com dados estatísticos obtidos pelo Observatório do Afogamento, criado pela Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores, após recomendações da Organização Mundial de Saúde e da Internacional Lifesaving Federation, que catalogaram o afogamento como um problema de saúde pública.

A Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores lança agora a segunda fase da campanha de prevenção “SOS Afogamento” para escolas de natação, uma iniciativa que difunde trimestralmente conselhos de segurança com base estatística do Observatório do Afogamento.

Esta fase promove a segurança aquática nas escolas de natação portuguesas, através de um processo de certificação da FEPONS, aumentando a prevenção do afogamento em Portugal e tornando as escolas de natação mais atrativas, estando disponível no site da Federação.

A campanha de prevenção tem o apoio da Internacional Lifesaving Federation — Europe, da Federación Latinoamericana de Salvamento y Socorrismo, da Fundação Vodafone Portugal.

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