Katelyn Ohashi voltou a brilhar e recebeu mais uma nota 10 num exercício de solo, realizado esta segunda-feira. E este foi especial. Para além de ter sido a quinta vez da sua carreira a receber um dez perfeito, Katelyn conseguiu fazê-lo na sua terra natal, Seattle. Perante 7.228 pessoas – um recorde de assistência naquele pavilhão –, a ginasta fez um split leg double layout e levou para casa mais uma nota perfeita (e mais uma onda de euforia nas redes sociais, como seria de esperar).

O sucesso, de resto, parece estar a ser contagiante. Na equipa de Katelyn, a UCLA (Universidade da Califórnia, em Los Angeles) houve mais uma atleta a conseguir arrancar um 10, Kyla Ross, que ganhou a medalha de ouro por equipas nos Jogos Olímpicos de 2012. Ainda assim, a estrela é mesmo Katelyn. À qualidade técnica, junta-se “a” alegria – essa sim, certamente contagiante –, usando um sorriso na cara durante toda a atuação. Quando conseguiu a última nota 10, em janeiro, a repórter Allyson Chiu, do The Washington Post, dizia “Acho que nunca vi alguém divertir-se tanto enquanto compete”. Essa opinião torna-se a cada dia que passa mais um facto do que outra coisa.

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O(s) feito(s) de Katelyn ganham ainda outra dimensão se olharmos para a sua história: a expetativa de ser uma das melhores da história, tendo em conta as suas conquistas de adolescência, foi frustrada depois de várias lesões, duas delas muito graves, nas costas e nos ombros, o motivo para não ter participado nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Também não esteve presente nas Olimpíadas de 2012, em Londres, por não ter a idade mínima. Assim, decidiu dar um passo atrás para dar vários à frente e regressou à ginástica universitária. Parece estar a resultar.