Cabo Verde

Banco Mundial financia inclusão social em Cabo Verde com 10 milhões de dólares

Para o primeiro-ministro cabo-verdiano, este financiamento terá impactos "significativos na redução da pobreza em Cabo Verde" e que está a dar uma "especial atenção à redução do abandono escolar".

"Ainda temos muita pobreza e assimetrias regionais", salienta a representante residente do Banco Mundial, Fatou Fall

Ana Freitas/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O Banco Mundial vai financiar com 10 milhões de dólares um conjunto de programas para a inclusão social e produtiva dos mais pobres e vulneráveis em Cabo Verde, país onde vai estabelecer um escritório, segundo acordos assinados esta quarta-feira.

Para o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, que presidiu à assinatura dos acordos, “os impactos deste financiamento dirigido à expansão do Programa de Rendimento Social de Inclusão e de Inclusão Produtiva e ao reforço institucional serão significativos na redução da pobreza em Cabo Verde”.

Ulisses Correia e Silva falava no final da assinatura dos dois acordos com o Banco Mundial, um direcionado ao financiamento do projeto de inclusão social, e outro para o estabelecimento de uma representação do Banco Mundial em Cabo Verde.

Reduzir a pobreza impõe intervir com eficácia para quebrar o seu ciclo vicioso e evitar que ela se transmita de geração em geração”, disse o chefe de Governo, para quem “o instrumento mais potente para o efeito é a educação”.

Por isso, acrescentou, o executivo está a dar uma “especial atenção à redução do abandono escolar e do insucesso escolar, à universalidade do acesso ao ensino pré-escolar, à gratuitidade no ensino básico e secundário, à intercomunicabilidade entre o ensino básico e a formação profissional e à qualidade do ensino para formar jovens com competências que os integre no mundo global”.

Após a assinatura dos acordos, que decorreu no Palácio do Governo, na cidade da Praia, a diretora do Banco Mundial para Cabo Verde, Louise Cord, reafirmou o empenho da instituição em ajudar o país no objetivo de uma inclusão social produtiva.

Louise Cord, que é também diretora da instituição para o Senegal, Gâmbia, Guiné-Bissau e Mauritânia, afirmou mesmo que se trata de “um momento histórico” para o Banco Mundial em Cabo Verde a assinatura do acordo com vista ao estabelecimento de uma representação da instituição no arquipélago, que espelha “a política de diálogo” existente com o país.

Os compromissos assumidos pelo Grupo Banco Mundial (GBM) em Cabo Verde elevam-se a 77,5 milhões de dólares, dos quais 10,8 milhões de dólares estão ainda por desembolsar, segundo informação do Banco Mundial em Cabo Verde.

Por seu lado, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, um dos subscritores dos acordos, referiu-se aos mesmos como “símbolos da confiança em Cabo Verde, nas suas instituições e futuro”.

Na sua opinião, “ter em Cabo Verde um representante permanente do Banco Mundial é extremamente importante para o que se pretende construir”.

Em julho do ano passado, e pela primeira vez, Cabo Verde passou a ter uma representante residente do Banco Mundial, a senegalesa Fatou Fall.

“Ainda temos muita pobreza e assimetrias regionais”, lamentou, sublinhando o bom entendimento entre o Banco Mundial e o Governo de Cabo Verde.

O financiamento do Banco Mundial firmado esta quarta-feira incidirá nas políticas do Governo para a inclusão social, concentrando-se em duas estratégias principais: a expansão contínua do Cadastro Social Único (CSU) e a implementação e expansão do Programa de Rendimento Social de Inclusão.

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