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Escolas

Uma rádio, computadores e mais espaços de lazer. As propostas dos alunos para melhorar as escolas

Cada escola tem pelo menos 500 euros para usar nas propostas dos alunos. Ministro da Educação ouviu hoje as sugestões de estudantes de Faro para o Orçamento Participativo.

Na edição deste ano do Orçamento Participativo das Escolas, o ministro da Educação serviu de moderador da Assembleia de Alunos, onde foram apresentadas as propostas (LUÍS FORRA/LUSA)

LUSA

Mais computadores na biblioteca e novos espaços de lazer são algumas das propostas dos alunos da Escola Secundária Tomás Cabreira e da EB 2, 3 Doutor Joaquim Magalhães, em Faro, para o Orçamento Participativo das Escolas. É a terceira vez que o governo lança a iniciativa. Este ano contou com a presença do Ministro da Educação como moderador da assembleia de alunos, onde os estudantes algarvios apresentaram ideias para melhorar as condições do estabelecimento de ensino. O Observador acompanhou o debate em direto, através da Rádio Miúdos, mas não por acaso. Além de este 13 de fevereiro ser também Dia Mundial da Rádio, a criação de uma rádio escolar voltar a estar entre as propostas — e é, aliás, um dos pedidos mais repetidos todos os anos.

A iniciativa foi assinalada por Tiago Brandão Rodrigues no sul do país, mas o projeto abrange mais de meio milhão de jovens. Na prática, o Ministério da Educação atribui uma verba para cada estabelecimento do ensino público, do 3º ciclo ou secundário, de um euro por aluno, com um valor mínimo de 500€. O dinheiro deve depois ser aplicado nas propostas dos estudantes, como parte do Orçamento Participativo. Até ao final do mês, os alunos de cada escola têm de criar listas e convencer os colegas de que a sua ideia é a melhor para dinamizar o estabelecimento de ensino. A votação vai decorrer no Dia Nacional do Estudante, 24 de março.

Propostas melhoras as escolas mas também envolvem os alunos

Três minutos foi quanto bastou para cada lista apresentar uma proposta na Escola Secundária Tomás Cabreira. Maria Goulão, Nuno Gaspar e Júlia Costa, alunos do 3º ciclo, querem “reativar o clube de rádio da escola, para ajudar os intervalos e a serem mais interessantes”. Rita Tavares e Alexandra Lima, estudantes do secundário, também querem uma rádio na escola para “promover um projeto” onde os jovens possam ser “mais autónomos e criativos, e criar um elo com a região”.

Os alunos algarvios pedem ainda mais equipamento e melhores condições na biblioteca, no ginásio, na cantina e nos espaços de lazer. A lista de Pedro Cintra e Tomás Silva, do 3º ciclo, quer investir num novo pavimento para o pavilhão de educação física, que ficou inundado. Miguel Estudante, Renato Costa, Sofia Baptista e João Dores procuram renovar o buffet e o espaço exterior da Escola Secundária Tomás Cabreira, para além dos bebedouros, porque nenhum funciona. Os alunos da mesma escola Beatriz Mascarenhas, Catarina Afonso, Francisca Cruz e Fábio Gaspar propõe a compra de equipamento informático e livros para preparar os alunos para os exames. Este grupo de estudantes diz que é uma forma de “ajudar quem tem menos capacidade económica”.

Ao lado do Ministro da Educação esteve ainda o presidente da Assembleia Municipal da Faro, Luís Graça. O autarca discursou no fim da apresentação das propostas dos alunos e destacou que “é muito fácil criticar, é muito difícil arranjar soluções e mais difícil ainda pôr as soluções em prática”. O Ministério da Educação afirma que o Orçamento Participativo das Escolas é uma oportunidade para compreender “o funcionamento das instituições democráticas e dos sistemas de votação” e estimular “o espírito crítico e o debate, sem esquecer a promoção da literacia financeira”.

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