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Mitsubishi

Velhinho Mitsubishi ASX ganha novo fôlego

A Mitsubishi leva a Genebra uma novidade com quase 10 anos. A terceira geração do ASX foi alvo de um profundo “restyling”, o terceiro desde que surgiu em 2010. O SUV adopta a frente do Eclipse Cross.

Lançada no já distante ano de 2010, a terceira geração do ASX prepara-se para ultrapassar uma década, pois a marca nipónica tem optado por renová-la em vez de introduzir uma nova geração. Normalmente, o ciclo de vida de um modelo não excede os sete/oito anos, recebendo a meio desse período uma actualização. Mas o caso do ASX é diferente, com o construtor japonês a apresentar em Genebra o terceiro restyling do SUV e não a sua quarta geração. Uma decisão que se prende, certamente, com controlo de custos (ou contenção de despesas), embora desta vez o modelo tenha sido alvo de uma profunda renovação.

Esteticamente, o que salta de imediato à vista é o ar de família que o ASX adopta, ao passar a exibir a “Dynamic Shield” que já vimos no Eclipse Cross. Com novos grupos ópticos em LED e pára-choques redesenhados, o SUV japonês ganha uma estética mais robusta e agora alinhada com a nova identidade visual da marca.

As alterações estendem-se ao interior, com o habitáculo a receber um ecrã táctil de maiores dimensões (8 polegadas em vez das anteriores 7), ao serviço do sistema multimédia SDA (Smartphone Link Display Audio), que foi introduzido em 2018. O sistema operativo também foi actualizado, de modo a ser possível exibir vídeos (armazenados numa USB). Porém, por razões de segurança, a visualização desses vídeos só poderá ser efectuada com o veículo parado. Outra das novidades da nova central multimédia prende-se com a navegação que, nas versões mais caras, recorre ao sistema da TomTom, fornecendo informações de trânsito em tempo real.

Sob o capot, o renovado ASX vai ter um motor 2.0 a gasolina, cuja potência não foi ainda revelada. Este bloco aspirado pode ser acoplado a uma caixa manual de cinco velocidades ou a uma transmissão automática CVT. Como habitualmente, continuarão a estar à venda versões de tracção integral ou somente dianteira. Curioso é o facto de a Mitsubishi não fazer qualquer referência à oferta diesel, o que poderá indiciar que o 1.6 pode desaparecer.

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