A Jaguar Land Rover (JLR) teve um mau ano em 2018. Em quatro trimestres, o grupo britânico teve prejuízos em três deles, com a particularidade de, só entre Outubro e Dezembro, ter encaixado perdas de 3,9 mil milhões de euros. Os maus resultados complicaram a vida até ao grupo indiano Tata, os donos da JLR, pelo que é urgente encontrar uma solução e as necessidades financeiras já foram tornadas públicas.

Para se recompor, a JLR necessita de quase 900 milhões de euros, que precisa de reunir nos próximos 14 meses. E como a reputação da empresa inglesa não é, de momento, a melhor, a JLR está à procura de investidores noutros locais. Mais precisamente, em qualquer local.

A verba vai ser utilizada para a companhia cobrir obrigações anteriores e investir em motorizações electrificadas e eléctricas, que já se provaram ser mais dispendiosas do que a maioria dos fabricantes antecipou.

A necessidade de ultrapassar a quebra de vendas de 35% na China  já levou ao despedimento de 10% dos trabalhadores (todos eles no Reino Unido, uma vez que a nova fábrica europeia não foi vítima de cortes). A esta dor de cabeça junta-se o Brexit, com a JLR a estar muito preocupada caso a saída da União Europeia avance sem acordo alfandegário.