A Audi informou que já recebeu 20.000 encomendas para o seu SUV eléctrico e-tron, sendo que se desconhece o volume da produção instalada para o modelo, enquanto a Mercedes fala igualmente do esgotar da produção do SUV eléctrico EQC prevista para o primeiro ano de fabricação, isto sem avançar com a capacidade instalada de produção.

Qualquer um dos modelos aparenta uma qualidade de construção cuidada e acima da média, como é tradicional encontrar nos veículos que envergam os respectivos emblemas. O problema reside na autonomia, onde ambos estão bastante abaixo das expectativas, anunciando valores em torno dos 400 km, segundo o método WLTP, abaixo pois do Jaguar I-Pace e a anos-luz dos Tesla equivalentes.

De acordo com Bram Schot, o CEO da Audi, o e-tron já recebeu mais de 20.000 encomendas, não se conhecendo se este valor significa a produção prevista para o ano, o que não deixa de ser relevante quando o próprio Schot afirmou numa entrevista que o e-tron necessitava de atingir 600.000 exemplares para fazer break even, o que a este ritmo representa cerca de 30 anos de produção…

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A Mercedes, pelo seu lado, viu Dieter Zetsche afirmar que a produção do EQC estava esgotada para o primeiro ano de produção – que vai arrancar apenas em meado do ano –, sem contudo revelar quantos carros pensa fabricar anualmente. Admite, porém, que não deverá conseguir satisfazer a procura em 2019 e, muito menos, em 2020. Resta saber se esta procura será suficiente para que ambas as marcas cumpram os objectivos de emissões de CO2 previstos para 2020, conseguindo assim evitar pesadas coimas.