Os países europeus estão condicionados, por um lado, pela necessidade de cumprir as metas de emissões de CO2, impostas pela União Europeia (UE) e, por outro, pela necessidade de proporcionar aos seus habitantes, especialmente nas grandes cidades, um ar respirável. E a única forma de atingir estas metas é recorrer a veículos que não poluam enquanto se deslocam. O que, por outras palavras, significa veículos eléctricos (VE). Podem ser alimentados por bateria ou por células de combustível a hidrogénio, sendo que apenas os primeiros estão disponíveis de forma mais acessível e em quantidade.

A oferta de um eficaz sistema de transportes para a população é uma responsabilidade dos Estados, com os veículos privados a surgirem para complementar os transportes públicos. E a sociedade facilmente abraçaria estes últimos, caso conseguissem cobrir todas as necessidades, o que não acontece, nem vai acontecer tão cedo, devido aos enormes – e incomportáveis – investimentos públicos que seriam necessários. Assim sendo, os diferentes Governos vêem-se obrigados a diminuir as emissões nocivas nas zonas urbanas, o que passa por converter a rede de veículos públicos em unidades mais limpas, fazendo o mesmo com os veículos particulares, com a vantagem de que é mais simples (e sai mais barato ao Estado) obrigar os cidadãos comuns a adquirirem carros eléctricos, do que enfrentarem o disparar das despesas das empresas públicas de transportes.

Como ainda são mais caros do que os seus correntes com motor de combustão, os veículos eléctricos têm de usufruir de alguns incentivos. Pelo menos, durante mais três ou quatro anos, altura em que a vantagem dos custos começará a estar do seu lado. Isto se não entrarmos em linha de conta com o seu contributo para a redução das importações de petróleo, que num país pequeno como o nosso representa anualmente 68 milhões de barris – qualquer coisa como 3.800 milhões de euros. Veja na galeria quais os oito países mais amigos dos veículos eléctricos.