Depois de uma terça-feira em que os dois jogos da Liga dos Campeões (Liverpool-Bayern e Lyon-Barcelona) ficaram em branco, e com o Atl. Madrid a conseguir apenas nos últimos 15 minutos um surpreendente triunfo em Espanha frente à Juventus por 2-0 com golos de Giménez e Godín, Schalke 04 e Manchester City asseguraram golos, emoção e momentos para recordar do início ao fim da partida em Gelserkirchen, com os ingleses a ganharem por 3-2 depois de terem estado em desvantagem e numa altura em que já estavam reduzidos a dez unidades, por expulsão do antigo central portista Otamendi.

Pouco depois do primeiro quarto de hora, o conjunto comandado por Pep Guardiola chegou à vantagem aproveitando um erro crasso do guarda-redes Fährmann, que colocou curta a bola para um defesa e deu espaço para o roubo de bola de David Silva, que assistiu Kun Agüero para o toque final (18′). No entanto, os alemães conseguiriam dar a volta ainda na primeira parte através de duas grandes penalidades convertidas por Bentaleb (38′ e 45′) e com um outro caso à mistura: a transmissão do VAR falhou nesse momento e o primeiro castigo máximo foi marcado sem rever imagens, algo que seria explicado aos capitães de equipa.

Havia magia na cidade onde o FC Porto ganhou a sua segunda Liga dos Campeões do palmarés e por onde o conjunto de Sérgio Conceição já passou esta temporada, das fintas de Bernardo Silva no relvado a justificarem os rasgados elogios do técnico espanhol na antecâmara do encontro a um adepto que se tornou viral nas redes sociais por conseguir transportar uma cerveja na cabeça mesmo a descer degraus sem que um pingo que fosse caísse do copo. Magia e emoção, do início ao fim. Literalmente.

Apesar de estar reduzido a dez unidades desde os 68 minutos por expulsão de Otamendi, o que levou à entrada do central belga Kompany para o lugar do médio espanhol David Silva no intuito de dar outro equilíbrio à equipa, o Manchester City conseguiu ainda dar a volta ao jogo nos cinco minutos finais, com o empate a surgir num fantástico livre direito de Leroy Sané (contra a sua anterior formação, sendo que no final foi à bancada dar a sua camisola a uma adepta alemã) e o 3-2 que praticamente sentencia a eliminatória a nascer numa assistência de Ederson para Sterling.