A dívida externa líquida portuguesa situou-se em 179,5 mil milhões de euros em dezembro de 2018, representando 89,5% do Produto Interno Bruto (PIB), menos 2,2 pontos percentuais comparando com o final de 2017, anunciou o BdP.

Resultante da posição de investimento de capital (PII) portuguesa, excluindo os instrumentos de capital, ouro em barra e derivados financeiros, a dívida externa líquida passou de 91,7% no final de 2017 para 89,5% no final de 2018, “uma vez que o aumento do PIB mais que compensou o aumento nominal da dívida”, refere o Banco de Portugal (BdP).

Segundo os dados do banco central, no final de dezembro de 2018 a PII do país situou-se em -203,2 mil milhões de euros, registando uma variação positiva de aproximadamente mil milhões de euros em relação ao final de 2017.

“A variação da PII deveu-se, em grande medida, ao impacto positivo combinado das transações (1,4 mil milhões de euros) e dos outros ajustamentos (1,6 mil milhões de euros), parcialmente compensado pelas variações cambiais (-1,3 mil milhões de euros) e pelas variações de preço (-0,9 mil milhões de euros)”, explica o BdP.

No caso das variações cambiais, verificou-se a depreciação do kwanza, com impacto na redução do valor em euros dos ativos angolanos detidos por residentes.

Já no caso das variações de preço, o impacto negativo sobre a PII refletiu, principalmente, a venda de créditos de sociedades não financeiras a entidades não residentes por um valor inferior ao contratualizado.

No período em análise, a PII em percentagem do PIB registou uma variação positiva, passando de -104,9% no final de 2017 para -101,3% no final de dezembro de 2018.