Sporting

Bruno Fernandes igualou (mais) um recorde, criticou expulsão… e vai ter de pagar jantar a Varandas

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Bruno Fernandes marcou 22.º golo (mais 11 assistências), igualou Oliveira e viu também o 13.º cartão amarelo da época. No final, criticou expulsão de Jefferson e admitiu que foi momento chave do jogo.

Bruno Fernandes voltou a marcar em cima do intervalo, naquele que foi o sexto golo em seis jogos (ainda assim insuficiente)

AFP/Getty Images

Há um gesto quase reflexo dos jogadores de futebol quando são ameaçados ou veem mesmo o primeiro amarelo por parte do árbitro. “Uma, uma”, dizem enquanto vão levantando o indicador, passando ao lado se a infração teve ou não a gravidade para ser sancionada dessa forma. Quase como se houvesse nas regras um qualquer desconto dois em um que permitisse passar ao lado do lado disciplinar e isso voltou a ver-se esta noite quando Jefferson, com alguma razão, protestou com Pavel Kralovec. Depois, num gesto que se foi apagando com o tempo, o apontar com o dedo para a braçadeira de capitão para justificar protestos. Outra coisa que não está nas regras, outra coisa que pode ou não ser sancionada. Como foi, no caso de Bruno Fernandes.

Quase no final da primeira parte, quando o resultado estava ainda a zero, o médio foi carregado de forma clara por Javi Fuego, ficou a queixar-se no relvado da zona do peito sem que a falta fosse marcada porque a bola continuou na posse dos leões e, ao levantar-se, protestou de forma veemente com o árbitro. Kralovec, que andou sempre com cara de mau a abrir os olhos para impor respeito aos jogadores, não teve contemplação e exibiu o amarelo ao capitão leonino, o 13.º da temporada – que lhe valeu, em paralelo, a obrigatoriedade de pagar um jantar ao presidente do Sporting, Frederico Varandas, por ter perdido a aposta que não teria mais cartões do que na temporada transata (12). No entanto, esse foi um mal menor.

No jogo em que igualou mais um recorde com a camisola do Sporting, ao tornar-se o médio dos leões com mais golos numa só temporada a par de António Oliveira na temporada de 1981/82 (22), o internacional português apontou o sexto golo nos últimos seis encontros, voltou a ultrapassar Bas Dost na lista de marcadores verde e brancos mas acabou por não conseguir evitar o empate que eliminou o conjunto português da Liga Europa, frente aos espanhóis do Villarreal. No final, Bruno Fernandes criticou o critério da arbitragem sobretudo na expulsão de Jefferson, admitindo que esse momento alterou por completo o jogo.

“A expulsão é decisiva no jogo porque ficámos com dez e fomos obrigados a baixar. Com mais um golo podíamos ter passado a eliminatória… Ainda não consigo perceber a expulsão porque era um lançamento para nós e o árbitro dá falta. Acabámos por sair prejudicados”, referiu o capitão leonino nas entrevistas rápidas da SportTV. “Tínhamos a esperança de fazer golo a qualquer momento e foi importante fazê-lo no final da primeira parte, pois com mais um golo estaríamos na próxima fase e o Villarreal teria de marcar outros dois. Saímos com um empate e a certeza de que podíamos ter feito melhor, principalmente na primeira mão. De qualquer forma, a equipa deu tudo e agora temos de pensar no Campeonato”, acrescentou.

“A equipa precisa ter consciência da qualidade que tem. Temos vindo a melhorar mas temos muito a melhorar. Estamos no bom caminho. Agora vamos pensar no próximo jogo e na vitória. Não ganhámos o jogo mas a nível anímico foi muito importante porque a equipa deixou tudo em campo”, rematou o número 8 verde e branco, médio com mais golos na Europa.

Também Marcel Keizer colocou o enfoque na importância da expulsão para o empate final frente ao Villarreal. “Foi essencial porque estávamos muito bem no jogo com onze jogadores. Não tínhamos problemas e com o cartão vermelho passámos a ter. A ganhar por 1-0, íamos para o segundo golo mas com o cenário de dez jogadores poderíamos ter segurado a vantagem e ir a prolongamento. Estratégia para manter? Vamos ver, não podemos jogar assim porque depende também do adversário. Agora temos um novo jogo já na segunda-feira e depois disso talvez a frescura nos dê algo”, analisou o técnico holandês.

Por fim, Gudelj abordou a importância de ter o Sporting a lutar no que resta da época pelo segundo lugar no Campeonato. “O segundo amarelo trocou um pouco o jogo. Depois disso ainda controlámos, fomos compactos, sem jogar tanto como antes do vermelho, mas defendemos bem. Eles não tiveram assim tantas oportunidades. É pena não termos marcado na outra chance que tivemos. Agora o foco tem de ser na Liga e na Taça de Portugal. Temos um jogo importante que queremos ganhar com o Benfica para a Taça e na Liga temos de dar tudo para chegar ao segundo lugar. Se for possível, até ao primeiro”, disse.

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