Foi detido um tenente da Guarda Costeira dos Estados Unidos da América acusado de ser um “terrorista doméstico” . A Reuters avança que o militar se descrevia como um nacionalista e um defensor da supremacia branca. Na acusação, a justiça americana indica que o detido planeava “matar civis inocentes numa escala raramente vista na história” do país.

O tenente, a servir na sede da Guarda Costeira, em Washington D.C., tinha uma lista de alvos que incluía a porta-voz do Congresso americano, a democrata Nancy Pelosi, e o comentador televisivo e ex-senador republicano Joe Scarborough. Para o fazer tinha acumulado 15 armas em casa e mais de mil munições.

O potencial terrorista terá sido inspirado pelo massacre de Utøya, na Noruega. Em 2011 um atirador de extrema-direita matou 69 pessoas durante a festa de uma juventude partidária, depois de uma bomba colocada por ele na baixa de Oslo ter tirado a vida a outras oito. Após a prisão o terrorista norueguês publicou um manifesto anti-islâmico e anti-feminista, que terá sido estudado pelo militar americano.

Num email nunca enviado, escrito em 2017, o tenente, agora detido, admitia procurar opções ainda mais letais: “Sonho com uma forma de matar todas as pessoas do mundo. Acho que uma praga seria o mais bem sucedido, mas como não sei como adquirir o necessário — gripe espanhola, botulismo, antrax. Ainda não sei, mas vou descobrir”.