Moçambique

Governo sul-africano diz que vai repatriar Manuel Chang para Moçambique

O ex-ministro das Finanças moçambicano não será extraditado para os EUA, onde é procurado. África do Sul considera preferível que seja julgado no seu país pelo seu papel no caso das dívidas ocultas.

O antigo ministro das Finanças de Moçambique Manuel Chang será ouvido em tribunal na África do Sul no dia 26 sobre o pedido de extradição feito pelos EUA

ANTÓNIO SILVA/LUSA

O antigo ministro das Finanças de Moçambique Manuel Chang será repatriado para o país e não será extraditado para os EUA, onde é procurado pela justiça norte-americana, disse a ministra das Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul.

“Vamos enviá-lo para Moçambique e acreditamos que essa é a coisa mais fácil de fazer para todos”, declarou Lindiwe Sisulo, em entrevista ao jornal sul-africano Daily Maverick.

Lindiwe Sisulo adiantou que o governo sul-africano entende que será conveniente que Manuel Chang seja julgado em Moçambique pelo seu papel na contração das chamadas “dívidas ocultas”. “Logo que tudo estiver tratado com a Interpol, vamos permitir que Moçambique tenha de volta o seu antigo ministro”, afirmou Lindiwe Sisulo.

A governante acrescentou que a justiça sul-africana está a analisar as implicações entre os EUA e Moçambique da decisão de repatriar Manuel Chang, uma vez que o antigo ministro das Finanças foi detido na África do Sul a pedido da justiça norte-americana. “Recebemos um pedido de Moçambique e aceitámo-lo”, disse.

Lindiwe Sisulo defendeu que as autoridades norte-americanas terão a possibilidade de prosseguir com o caso, após Manuel Chang responder à justiça moçambicana pelos crimes de que é acusado.

Manuel Chang será ouvido em tribunal na África do Sul no dia 26 sobre o pedido de extradição feito pelos EUA, que acusam o ex-ministro de fraude eletrónica, fraude informática e branqueamentos de capitais, pela sua participação na operação que resultou nas chamadas “dívidas ocultas”. Chang foi detido a 29 de dezembro do ano passado na África do Sul, quando se preparava para embarcar para o Dubai.

No âmbito do processo das dívidas ocultas, de mais de dois mil milhões de euros, oito pessoas foram detidas no passado fim de semana em Maputo e uma responde ao processo em liberdade, depois de ter pagado caução.

Entre os detidos, encontram-se Ndambi Guebuza, filho do antigo Presidente moçambicano, Armando Guebuza, a antiga secretária particular do ex-estadista Ines Moiane e ex-membros da hierarquia dos Serviços de informação e Segurança (SISE).

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)