Passadeira Vermelha

Quando a inspiração foge e o rock’n’roll é pouco: assim foram os Brit Awards

Os maiores prémios da música britânica foram entregues na passada quarta-feira e não faltou o habitual desfile na passadeira vermelha. De Dua Lipa a Winnie Harlow, quem esteve melhor?

Na noite da passada quarta-feira, Londres assistiu à entrega dos mais importantes prémios da indústria musical britânica, os Brit Awards. A cerimónia está longe de ser a passadeira vermelha mais aguardada da temporada, ainda assim, esperava-se mais do evento que, acredita-se, concentra algumas das grandes estrelas do cenário musical da atualidade (não à escala dos Grammys, é certo).

Na edição deste ano, o termómetro de estilo oscilou entre o romântico e o simplesmente desadequado. Houve vestidos de baile, que cumpriram o seu propósito e não deixaram ninguém ficar mal, ao lado de blusões de cabedal, botas de cano alto, calças de ganga, outfits corriqueiros e tentativas frustradas de naked dresses impactantes. Comecemos pela manequim canadiana Winnie Harlow, figura que o vestido floral Elie Saab fez brilhar pela via, nem sempre fácil, dos clássicos (atenção que Lily Allen também aderiu ao clube das floricultoras). A atriz britânica Suki Waterhouse também optou pelo caminho mais fácil e escolheu uma criação de alta-costura de Rami Kadi, um designer norte-americano de origem libanesa. Não estava mal, mas terão os folhos e as plumas de avestruz acrescentado algum valor à red carpet dos Brit Awards?

Dua Lipa não ficou com o seu Christopher Kane durante muito tempo. Durante a cerimónia, usou isto, e a mudança de visual não ficaria por aqui ao longo da noite © Stuart C. Wilson/Getty Images

Dua Lipa escolheu um criador local, Christopher Kane, cujo vestido, preto e rosa choque, desfilou há poucos dias na Semana da Moda de Londres. O vestido, não há dúvidas, é uma obra eximiamente construída pelo designer escocês, porém perdida no contexto de uma passadeira vermelha. No campeonato das rendas, Florence Welch manteve-se fiel ao seu registo mais característico — um visual vitoriano pronto para subir ao altar.

A atriz Natalie Dormer bateu recordes de informalidade, ao apresentar-se de calças de ganga. Recomposta desse momento, a festa seguiu com o visual arriscado de Jorja Smith e com a descontração consentida da norte-americana H.E.R.. Infelizmente, tivemos de assistir ainda a devaneios tão escusados como o da cantora Anne-Marie Nicholson e o da espanhola Mabel.

Na cerimónia, o grupo The 1975 sagrou-se o grande vencedor da noite. Levou para casa os prémios de Álbum Britânico do Ano e de Grupo Britânico. O DJ Calvin Harris sagrou-se Produtor Britânico do Ano, enquanto o seu tema “One Kiss”, interpretado por Dua Lipa, arrecadou o prémio de Single Britânico. Jorja Smith, que atuou durante a cerimónia com um vestido branco de plumas, e George Ezra saíram como artistas a solo do ano, feminino e masculino, respetivamente.

Jorja Smith interpretou o tema “Don’t Watch Me Cry” durante a cerimónia, na O2 Arena, em Londres © Gareth Cattermole/Getty Images

Depois da entrega de prémios, houve mais festa e, como manda a tradição, mudaram-se as roupas, algumas, pelo menos. O que podia ter sido uma luz ao fundo do túnel, acabou por ser só a segunda parte de um daqueles filmes aborrecidos com algumas partes que fazem impressão. Na fotogaleria, juntámos alguns dos looks que passaram pela passadeira vermelha dos Brit Awards, na última quarta-feira, em Londres.

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