Nicolás Maduro não o deixa entrar, mas Paulo Rangel vai tentar chegar o mais próximo da Venezuela. O eurodeputado e cabeça de lista do PSD às eleições europeias está  a caminho de Bogotá para depois seguir para a fronteira da Colômbia com a Venezuela, onde vai participar na entrega de ajuda humanitária. Antes de chegar à fronteira, Rangel vai estar em Cucutá no mesmo dia em que decorre o concerto “Venezuela Live Aid”, organizado pelo multimilionário e dono da Virgin, Richard Branson, e que tem como objetivo angariar 100 milhões de dólares em 60 dias para ajudar os refugiados venezuelanos.

Paulo Rangel esperava ter-se encontrado esta semana em Caracas com o autoproclamado presidente venezuelano Juan Guaidó, mas problemas no aeroporto de Madrid fizeram-no perder o voo de ligação. Além disso, mesmo que tivesse seguido para a Venezuela, teria sido impedido de entrar no país — que foi o que aconteceu ao seu homólogo e também vice-presidente do Grupo PPE, Esteban Gonzalez Pons.

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Rangel e Pons insistem agora em envolver-se na questão venezuelana, mesmo sem chegarem a Guaido. A ideia é manter a pressão internacional para que sejam convocadas eleições na Venezuela. Além da visita à fronteira, os eurodeputados vão-se encontrar com o presidente da Colômbia, Iván Duque, com o presidente do Chile, Sebastián Piñera e com o presidente do Paraguai, Mario Benítez.

Numa nota de imprensa enviada às redações, Paulo Rangel escreve:”Neste momento crucial para a vida de milhões de venezuelanos toda a ajuda e pressão internacional é pouca comparada com o drama que estão a viver milhões de vitimas do regime de Nicolás Maduro. Tudo o que o PPE, o Parlamento Europeu e eu próprio, enquanto dirigente da maior família política da União Europeia, puder fazer para levar novamente a democracia e a prosperidade ao povo venezuelano, farei sem hesitar um segundo.”

Depois de estar em Cucutá no dia 22, Rangel segue para a fronteira da Venezuela a 23. O ponto visitado por Rangel será a ponte internacional Simón Bolívar, a principal via terrestre que liga a Colômbia à Veneuela. O programa, que só termina a 24 inclui ainda, segundo a nota da delegação do PSD em Bruxelas, “diversas reuniões com deputados da Assembleia Nacional Venezuelana, embaixadores, organismos internacionais, a Igreja Católica, a Cruz Vermelha e diversas ONGs”.