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Vakt. Startup inglesa vai abrir centro tecnológico em Lisboa e contratar 60 pessoas

Startup tem como objetivo digitalizar os processos das transações de commodities (mercadorias) através de blockchain. Novo centro tecnológico deverá estar operacional em setembro deste ano.

Através de tecnologia blockchain, a empresa quer digitalizar todos os processos nas transações de commodities

iStock

A Vakt, uma plataforma inglesa de commodities (mercadorias, como por exemplo o petróleo) criada para facilitar as transações na indústria através da tecnologia blockchain — protocolo de transações na web — vai abrir um centro de desenvolvimento tecnológico em Lisboa ainda este ano. A empresa pretende contratar 60 profissionais de tecnologia, entre os quais as equipas de gestão de projeto, analistas de negócios, programadores, técnicos de infraestrutura e uma equipa de suporte.

Com sede em Londres, a escolha da capital portuguesa como o próximo local para acolher a Vakt deu-se, segundo Etienne Amic, devido a uma combinação de um conjunto de fatores atrativos: “Portugal é um país muito aberto às empresas tecnológicas e tem um ambiente acolhedor. Tem também vistos especificamente para trabalhadores tecnológicos [o Startup Visa]. Por fim, também tem programadores muito qualificados, boas universidades, boas startups e, por isso, é fácil para nós encontrarmos aqui um bom ambiente e um conjunto de talentos com espírito empreendedor”, referiu o presidente da Vakt ao Observador.

O novo centro vai estar localizado temporariamente no Lisbon Art Center & Studios (LACS) de Conde d’Óbidos, perto de Santos, mudando-se em abril para o LACS em Anjos, onde vai poder acolher os 60 trabalhadores. Como a Vakt encontra-se atualmente num processo de transição da equipa de desenvolvimento, parte das capacidades de desenvolvimento estarão alocadas ao novo centro de competências em Portugal.

Queremos mesmo que as pessoas deste centro trabalhem sempre de forma muito próxima com a equipa de Londres para conseguirem trazer soluções para os problemas que vão surgindo neste setor”, referiu ainda Etienne Amic ao Observador.

Apesar de não revelar números relativos ao investimento neste centro de desenvolvimento tecnológico, o presidente da Vakt explicou que o plano é que este centro de competências esteja totalmente operacional já em setembro deste ano. “É ambicioso, mas pode ser feito e vamos conseguir”, referiu.

Apoiada por alguns dos principais grupos mundiais petrolíferos, da área de trading e da banca, tais como a BP, a Shell, a ING, a ABN Amro e a Equinor, a Vakt foi lançada em novembro do ano passado para combater uma lacuna que ainda se sente na indústria das commodities: os processos entre as várias partes envolvidas na troca, incluindo as etapas que envolvem agentes portuários e empresas de inspeção, são longos, baseados em papel e feitos em sistemas manuais separados.

Através de tecnologia blockchain, a empresa quer “digitalizar todos estes processos”, refere Etienne Amic. Como? Criando uma plataforma digital que permita que todas as partes do processo possam gerir a troca de energia física no mesmo local até ao final, “poupando assim recursos, tempo e aumentando a eficiência do setor”. Atualmente, a empresa conta com cerca de 90 trabalhadores e tem como objetivo para 2019 a entrada em mercados do norte da Europa e dos Estados Unidos, referiu ainda o presidente da Vakt, que já foi diretor-geral da JPMorgan e da Mercuria Energy Trading SA

“Todos os players desta indústria começam a perceber que muitos dos processos de troca têm de mudar e precisam de se tornar mais eficientes. Estamos a ir em direção a isso”, garantiu Etienne Amic. O evento de abertura do centro tecnológico será esta sexta-feira no Edificio LACS de Conde d’Óbidos, pelas 18 horas.

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