Rádio Observador

Primeiro-Ministro

António Costa pede novo contrato social na Europa que dê esperança aos jovens

377

António Costa defendeu na convenção do PES em Madrid um novo contrato social, que já tinha sido defendido por Pedro Sánchez no congresso do Partido Socialista Europeu em Lisboa.

FERNANDO VELUDO/LUSA

O secretário-geral do PS, António Costa, apelou este sábado em Madrid à criação de um “novo contrato social” na Europa que dê esperanças aos jovens que nasceram no século XXI e vão votar pela primeira vez nas eleições europeias de maio.

“Precisamos de um novo contrato social que abra as oportunidades, as portas e a esperança a esta nova geração”, disse António Costa numa convenção do Partido Socialista Europeu, que está a preparar a mensagem desta família política para as eleições europeias de 23-26 de maio próximo (26 em Portugal).

Para aquele que também é primeiro-ministro de Portugal, essa consulta eleitoral será “uma batalha entre a esperança e o medo”, que está a “impulsionar” o populismo, que faz crescer o nacionalismo, o protecionismo e está a dar força ao racismo.

“Uma Europa forte no mundo não se constrói ao mesmo tempo que se faz no Mediterrâneo um cemitério de seres humanos”, disse António Costa.

Em tom de campanha eleitoral, o primeiro-ministro português defendeu várias vezes “uma Europa forte” e fez uma alusão aos grandes descobridores espanhóis e portugueses — Vasco da Gama, Cristóvão Colombo, Fernando de Magalhães e João Sebastião Elcano — que “enfrentaram o desconhecido e o medo do mar” e foram essenciais para a atual globalização.

“Estas eleições são sobre o futuro, mas não podemos esquecer o passado”, disse António Costa, recordando a importância de dois políticos socialistas, um português e outro espanhol: Mário Soares e Felipe Gonzalez.

O dirigente socialista português insistiu na necessidade do PSE se “concentrar nas necessidades dos cidadãos” e enfrentar uma série de desigualdades existentes – de género, regionais, sociais — e apelou à erradicação da pobreza na Europa.

António Costa terminou a sua intervenção, fazendo um apelo ao voto do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) tanto nas eleições legislativas que se vão realizar em 28 de abril, como nas europeias, quase um mês depois, a 26 de maio.

“A votação de 28 de maio é tanto ou mais importante que as europeias”, disse o chefe do Governo português, acrescentando que o voto em Pedro Sánchez, como primeiro-ministro, “faz falta ao futuro da Europa” no Conselho Europeu, uma das instituições europeias onde têm assento apenas os chefes de Estado e de Governo.

Durante a sua intervenção, o primeiro-ministro disse que no domingo irá visitar o túmulo de Antonio Machado, um poeta espanhol, pertencente ao movimento modernista.

A convenção do PSE encerrou este sábado em Madrid com as intervenções do candidato “comum” socialista à presidência da Comissão Europeia, o holandês Frans Timmermans, e do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.

Os socialistas europeus aprovaram, no final da reunião, o manifesto “um novo contrato social para a Europa”, com o qual irão participar na campanha para as próximas eleições europeias de 23-26 de maio próximo.

A consulta eleitoral, que em Portugal se realiza a 26 de maio, irá eleger 21 deputados portugueses no Parlamento Europeu.

Serão as primeiras eleições europeias em que o Reino Unido não participa e o número total de eurodeputados será reduzido de 751 para 705.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Eleições Legislativas

Afluir de Rio em Costa instável

Gonçalo Sobral Martins

O líder do PSD fez ver que Portugal não soube aproveitar uma conjuntura externa extraordinária: apesar dos juros do BCE e do crescimento económico da zona-euro, nada melhorou substancialmente.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)