Primeiro-Ministro

António Costa pede novo contrato social na Europa que dê esperança aos jovens

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António Costa defendeu na convenção do PES em Madrid um novo contrato social, que já tinha sido defendido por Pedro Sánchez no congresso do Partido Socialista Europeu em Lisboa.

FERNANDO VELUDO/LUSA

O secretário-geral do PS, António Costa, apelou este sábado em Madrid à criação de um “novo contrato social” na Europa que dê esperanças aos jovens que nasceram no século XXI e vão votar pela primeira vez nas eleições europeias de maio.

“Precisamos de um novo contrato social que abra as oportunidades, as portas e a esperança a esta nova geração”, disse António Costa numa convenção do Partido Socialista Europeu, que está a preparar a mensagem desta família política para as eleições europeias de 23-26 de maio próximo (26 em Portugal).

Para aquele que também é primeiro-ministro de Portugal, essa consulta eleitoral será “uma batalha entre a esperança e o medo”, que está a “impulsionar” o populismo, que faz crescer o nacionalismo, o protecionismo e está a dar força ao racismo.

“Uma Europa forte no mundo não se constrói ao mesmo tempo que se faz no Mediterrâneo um cemitério de seres humanos”, disse António Costa.

Em tom de campanha eleitoral, o primeiro-ministro português defendeu várias vezes “uma Europa forte” e fez uma alusão aos grandes descobridores espanhóis e portugueses — Vasco da Gama, Cristóvão Colombo, Fernando de Magalhães e João Sebastião Elcano — que “enfrentaram o desconhecido e o medo do mar” e foram essenciais para a atual globalização.

“Estas eleições são sobre o futuro, mas não podemos esquecer o passado”, disse António Costa, recordando a importância de dois políticos socialistas, um português e outro espanhol: Mário Soares e Felipe Gonzalez.

O dirigente socialista português insistiu na necessidade do PSE se “concentrar nas necessidades dos cidadãos” e enfrentar uma série de desigualdades existentes – de género, regionais, sociais — e apelou à erradicação da pobreza na Europa.

António Costa terminou a sua intervenção, fazendo um apelo ao voto do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) tanto nas eleições legislativas que se vão realizar em 28 de abril, como nas europeias, quase um mês depois, a 26 de maio.

“A votação de 28 de maio é tanto ou mais importante que as europeias”, disse o chefe do Governo português, acrescentando que o voto em Pedro Sánchez, como primeiro-ministro, “faz falta ao futuro da Europa” no Conselho Europeu, uma das instituições europeias onde têm assento apenas os chefes de Estado e de Governo.

Durante a sua intervenção, o primeiro-ministro disse que no domingo irá visitar o túmulo de Antonio Machado, um poeta espanhol, pertencente ao movimento modernista.

A convenção do PSE encerrou este sábado em Madrid com as intervenções do candidato “comum” socialista à presidência da Comissão Europeia, o holandês Frans Timmermans, e do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.

Os socialistas europeus aprovaram, no final da reunião, o manifesto “um novo contrato social para a Europa”, com o qual irão participar na campanha para as próximas eleições europeias de 23-26 de maio próximo.

A consulta eleitoral, que em Portugal se realiza a 26 de maio, irá eleger 21 deputados portugueses no Parlamento Europeu.

Serão as primeiras eleições europeias em que o Reino Unido não participa e o número total de eurodeputados será reduzido de 751 para 705.

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