Desde que tomou conta da Audi, o novo CEO Bram Schot não tem papas na língua e está decidido a fazer a diferença, tornando a marca mais ágil e eficiente. Em Janeiro, este construtor alemão do Grupo Volkswagen comercializou 144.650 veículos, menos 3% do que no ano anterior, em grande parte devido à introdução do WLTP, que complicou a vida a alguns motores da marca.

Transformando um problema numa solução, Schot determinou que iriam ser descontinuados os motores que servem apenas alguns mercados, com pouca expressão em termos de volume, e que tinham de ser alvo de fortes investimentos para cumprirem as mais apertadas regras de consumos e emissões do WLTP. Sem especificar a que motorizações se estava a referir, a realidade é que a Audi não está só nesta medida de poupança, dado que a BMW anunciou anteriormente que iria desfazer-se dos motores V8 e V12 no Série 7, e a Mercedes vai proceder de igual forma com o V12 do Classe S.

Se nos motores Schot vai abrir mão de cerca de 30% de complexidade, ou seja, das unidades mais refinadas e dispendiosas, adquiridas em quantidades reduzidas, ao nível dos recursos humanos o corte não será inferior. Pelo menos, no que diz respeito aos directores.

Segundo o Automotive News, num esforço para tornar o funcionamento da empresa mais directo, rápido e menos burocrático, o novo CEO anunciou a intenção de cortar um nível completo da direcção, o que equivale a afastar 10% dos executivos da Audi. De caminho termina igualmente com o turno da noite na fábrica alemã de Ingolstadt. Tudo junto, vai permitir à Audi poupar 15 mil milhões de euros, sem reduzir a produção de veículos a combustão nem a facturação.